Coluna opinativa aponta casos e casos…
Tocar neste assunto, que causa constrangimento àquele verdadeiro fiel – que tem sua confiança depositada no cristianismo com grande lealdade – é de fato algo deplorável, ignóbil. Mas não devemos disfarçar. Ao contrário, temos a obrigação de descortinar essa nódoa malígna.
Corre sob segredo de justiça, o recolhimento de um pároco da cidade de Cascavel, no oeste paranaense, imputado pela prática de crime de abuso sexual, alvo de denúncias formais. Naturalmente, o acusado tem total direito à presunção de inocência, ampla defesa e ao contraditório, com base constitucional.
Fica neste ato, diante do exposto, lamentavelmente em “xeque” o status quo do sacerdócio católico cascavelense jurisdicionado pelas bandas de cá.
É óbvio que não é nem um, nem outro vigário, isoladamente, que deva ser o transmissor da pecha a toda a Sé, bem como seu conjunto de dioceses.
Ocorre que, todavia, e neste momento disserto na qualidade de católico ex-praticante, pois tenho cá minhas seríssimas razões. Ah, e não me venham com prédicas moralizadoras, pregações enfadonhas – mais conhecidos como sermões. Antes, ides zelar melhor e com maior desvelo, sendo diligentes com padres que se desviam dos dogmas e doutrinas da igreja, partindo para questões de ordem política, como, por exemplo, se intrometendo em pleno púlpito da sagrada missa, transformando deliberadamente o altar num palanque eleitoral de esquerda, induzindo e apoiando criminosamente invasões de terras, esbulhando em nome de Deus!
“Vade retro” comunistaiada! E que vista a carapuça quem assim se indentifique.
A igreja católica em Cascavel conta com considerável número de políticos exercendo mandato, caso de vários parlamentares municipais, do prefeito Renato Silva e sua esposa Ódina, todos intensamente envolvidos com o templo católico. Aqui reside um ponto crucial – há fortes indícios, segundo investigações em fase adiantada pela polícia local, de que o caso envolvendo crimes de abusos sexuais teria sido mediado e arquivado sob os auspícios de um bispo (já falecido) – intramuros – dentro do território eclesiástico, por meio de um acordo de vontade entre as partes.
Ocorre que este caso, além de fugir da alçada episcopal, cabe ao estado, e não ao religioso resolver tal situação.
Outra liberalidade, essa por sua vez política, é que interessados em fazer média com os católicos, decidiram, fortuitamente, desnomear o Cemitério Central de Cascavel e “rebatizá-lo” de Cemitério Dom Mauro!
Eis o ponto imperativo:
Em respeito a católicos fervorosos – não é o meu caso -, e demais designações religiosas que utilizam o sepulcrário municipal, seria de fundamental importância – e até de caráter moral -, que enquanto se apurem os fatos que indubitavelmente maculam parte do clero, o “dormitório definitivo” volte a ser chamado pelo seu nome original, ou seja, Cemitério Central de Cascavel!
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Por Duka Siliprandi






























