DINO CHAMA CONCILIAÇÃO E QUER GARANTIR PROIBIÇÃO AO ORÇAMENTO SECRETO

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 1º de agosto uma audiência de conciliação com o objetivo de garantir o cumprimento da decisão que proibiu o chamado orçamento secreto no Congresso. Pela decisão, devem participar da reunião membros do governo, do Congresso e do Tribunal de Contas da União (TCU), além de representante do Psol, partido que questionou no Supremo o orçamento secreto. 

Apoio às clínicas de hemodiálise e campanhas de conscientização de combate à Covid-19

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A Comissão Especial de Fiscalização e Acompanhamento dos Gastos com a Covid-19 vai intermediar para que a Assembleia Legislativa e a Secretaria de Estado da Saúde busquem uma solução em conjunto para crise das clínicas de hemodiálises. Decisão foi anunciada ao fim da terceira das seis audiências públicas, realizada por videoconferência nesta segunda-feira (17), para abordar as ações de enfrentamento à pandemia de Covid-19 nas mesorregiões catarinenses.

O alerta sobre a situação financeira das clínicas de hemodiálises, contratadas para fazer o tratamento em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), foi apresentado no encontro que reuniu prefeitos e lideranças da Grande Florianópolis pelo diretor-executivo da Associação Renal Vida, Tarcísio Steffen. “São 3.500 pacientes fazendo diálise, dos quais 95% em clínicas particulares, e há uma defasagem muito grande, um desequilíbrio econômico do contrato”, revelou Steffen. “Estamos caminhando muito rápido para a insolvência das clinicas de hemodiálise.”

De acordo com ele, as clínicas não terão recursos financeiros para cobrir a folha de pagamento do próximo mês e devido à crise não conseguem mais empréstimos bancários. Lembrou que os pacientes que necessitam de diálise não podem ficar em casa e que com a Covid-19 deve aumentar o número de pacientes que precisam deste tratamento. “Estão esquecendo as máquinas de hemodiálise. Precisamos de um socorro urgente.”

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, afirmou estar ciente da situação das clínicas de hemodiálise e que o departamento jurídico da Secretaria estaria buscando uma solução para liberação de recursos, que na sua avaliação estaria insustentável financeiramente. Ele solicitou auxilio da Assembleia Legislativa para buscar uma solução em conjunto e a deputada Luciane Carminatti (PT) citou o exemplo do acordo para o pagamento de R$ 20 milhões do orçamento do Estado aos 13 consórcios intermunicipais de saúde, que a Assembleia Legislativa intermediou.  “O acordo foi positivo para os consórcios e poderá auxiliar na busca da solução para as clínicas de hemodiálise”, defendeu a parlamentar.

Campanha de conscientização
Outra decisão anunciada no fim do encontro com lideranças da Grande Florianópolis foi da possibilidade da Assembleia Legislativa também promover uma campanha publicitária para reforçar os cuidados com a pandemia e o aumento do isolamento social, além de solicitar às pessoas que evitem aglomerações nos fins de semana nos pequenos municípios. O presidente da Comissão Especial de acompanhamento dos gastos com a pandemia, deputado Marcos Vieira (PSDB), disse que vai conversar com o presidente da Casa, deputado Julio Garcia (PSD), para solicitar essa campanha educativa nos meios de comunicação.

Decisão ocorreu depois que os prefeitos de Tijucas, Elói Mariano Rocha (PSD), de São Bonifácio, Ricardo de Souza Carvalho (PP), e do secretário da Saúde de Major Gercino, Marcos Marcelino, reclamaram da falta de efetivo policial e de suas equipes de fiscalização para evitar aglomerações nos fins de semana. Eles disseram que as pessoas não estão conscientes e que estão participando de festas no interior de suas cidades, fugindo das fiscalizações nas praias e nos grandes municípios.

O secretário de Saúde, André Motta, enfatizou que é necessário melhorar e ampliar a fiscalização nos municípios menores, mas alertou que é necessária a conscientização de todos para evitar novos casos de Covid-19. Ele reforçou a necessidade de cuidados, pois a transmissão ainda se encontra em aceleração, apesar da região da Grande Florianópolis passar do quadro de risco gravíssimo para grave. “É prematuro ainda falarmos em platô, mas podemos vislumbrar esse cenário em um futuro próximo.”

Leitos de UTI
O prefeito de Biguaçu, Ramon Wollinger (PSD), destacou no encontro a ativação de 10 novos leitos de UTI no Hospital Regional Helmuth Nass, que irá auxiliar no atendimento na região e solicitou ao secretário da Saúde, André Motta, que esses leitos não sejam desativados no pós-pandemia. O secretário garantiu que no que depender dele, os leitos não serão desativados, tanto que a meta do governo é de manter 50% dos leitos implantados em todo estado no combate à Covid-19 depois que a pandemia acabar.

O secretário destacou ainda que além dos 10 leitos de UTI em Biguaçu, nos últimos 30 dias entraram em funcionamento outros cinco no Instituto de Cardiologia, cinco no Hospital da Caridade e dois no Hospital Universitário. De acordo com os dados dos boletins diários emitidos sobre a pandemia, a região de Florianópolis, ao lado do Grande Oeste, é a que conta com a menor taxa de ocupação das UTIs, em torno de 67%. “Santa Catarina já ativou 787 novos leitos em todo o estado para o enfrentamento à pandemia e isso demostra que conversa, diálogo e construção propositiva são fundamentais para o sucesso neste momento.”

Tratamento precose
A prefeita de Rancho Queimado, Cleci Aparecida Veronezi (MDB), defendeu que a Secretaria de Estado da Saúde emita um protocolo para tratamento precoce no combate à Covid-19. Ela lembrou que o município foi o terceiro do estado a registrar caso da doença e que chegou a contar com 41 pacientes, mas há duas semanas está zerado, sem nenhum caso, devido ao tratamento precoce.

“Muitos prefeitos evitam falar sobre isso, mas a maioria está adotando o tratamento precoce, o que estaria diminuindo o número de pacientes contaminados”, defendeu.

André Motta disse que legalmente o governo estadual não pode emitir um protocolo para tratamento precoce, mas que vem defendendo a liberdade dos médicos e dos pacientes neste procedimento, tanto que a Secretaria da Saúde vem disponibilizando remédios para os municípios. Ele enfatizou que há vários exemplos de êxitos com o tratamento precoce, mas reforçou que cada paciente é uma história diferente do outro, por isso necessita da orientação médica.

Redação
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Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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