AS NOTÍCIAS MAIS QUENTES E IMPREVISÍVEIS DESTA QUARTA-FEIRA

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O QUE MOVIMENTA O PAÍS HOJE?

Eis que, quando pensamos que a imprensa vai poder se dedicar com mais exclusividade à análise da complexa condução das políticas reais do país, surge mais um estojo de joias sauditas nas mãos de Jair Bolsonaro.
Pergunta do Josias: quantas joias terão que vazar pelas bordas do tapete para que Bolsonaro seja responsabilizado criminalmente pelo saque?
Por sua vez, Leonardo Sakamoto sugere um roteiro no qual não basta investigar a simples apropriação dos presentes, mas se isso configura propina ou suborno.
Já Chico Alves dá uma dica prática de arrumação de malas para o ex-presidente, que anunciou retorno ao Brasil para esta semana: “Quando voltar, não esqueça de trazer o Rolex”.

DE MALAS CHEIAS
Documento mostra que a Comitiva de Bento Albuquerque voltou da Arábia Saudita com três malas de presentes para Bolsonaro. Reportagem da agência Sportlight mostra que o que foi apresentado até o momento é insuficiente para justificar três malas de bagagem extra no voo de retorno.

(Riade – Arábia Saudita, 29/10/2019) Encontro com Sua Alteza Real, Mohammed bin Salman, Príncipe Herdeiro do Reino da Arábia Saudita.  Foto: José Dias/PR

A agência Sportlight de jornalismo investigativo divulgou ontem, terça-feira (28) reportagem mostrando que foram três malas com presentes que a ditadura saudita de Mohammed bin Salman enviou a Jair Bolsonaro e que não foi totalmente revelado pela comitiva que desembarcou em Guarulhos no dia 26 de outubro de 2021.

Por meio da Lei de Acesso à Informação, a agência Sportlight obteve documentos que mostam que às 3h19 daquele dia, ao despachar as bagagens do voo entre Riad e Doha, no Catar, na primeira etapa da viagem de retorno, o tenente da marinha Marcos André Soeiro, então lotado no Ministério das Minas e Energias, pagou US$ 794, equivalente a R$ 4.128,80, para a companhia aérea Qatar Airways. O custo foi referente à “necessidade de despachar três malas extras, contendo itens ofertados pelo Reino Saudita ao Estado Brasileiro, cujos comprovantes encontram-se em anexo”.

GLOBO PRESSIONADA
Depois de omitir as denúncias de corrupção de Rodrigo Tacla Duran contra o ex-juiz suspeito Sergio Moro, hoje senador, e pelo ex-procurador, Deltan Dallagnol, hoje deputado federal, no Jornal Nacional e no jornal O Globo, a Globonews decidiu noticiar o caso. Nesta terça-feira (28), durante o programa Studio i, a jornalista Andreia Sadi detalhou as acusações de extorsão feitas por Tacla Duran, depois de quase sete anos de perseguição da Lava Jato. “Sobre Moro, Tacla Duran se disse vítima de tentativa de extorsão durante o processo por pessoas ligadas ao ex-juiz, e por não aceitar ser extorquido, é perseguido até hoje”, disse a repórter Andreia Sadi.

POSSIBILIDADE DE DELAÇÃO
Um fantasma assombra o bolsonarismo: a possibilidade de delação do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que está preso em Brasília por suspeita de participar do planejamento dos ataques terroristas de 8 de janeiro. “O desligamento do advogado que defendia o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, preso em Brasília desde janeiro por suspeita de envolvimento nos atos golpistas, colocou em alerta aliados de Jair Bolsonaro, preocupados com a possibilidade de ele fazer delação premiada ou algum gesto que prejudique o ex-presidente na Justiça”, escreve a jornalista Malu Gaspar, no Globo.
“A saída de Rodrigo Roca, que atuou como advogado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das rachadinhas, foi o último movimento de um cabo de guerra que vem acontecendo nos bastidores desde o início de março.

MULHER APAVORADA
Nos últimos dias, a mulher de Anderson Torres, Flávia Sampaio Torres, fez várias visitas a gabinetes de magistrados em Brasília, procurando uma forma de ser recebida por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que comanda os inquéritos dos atos de 8 de janeiro e o das milícias digitais. Segundo ela afirmou em conversas fechadas, o ex-ministro está com depressão e se sentindo abandonado. Esse relato foi confirmado por outras pessoas que mantiveram contato com Torres ao longo das últimas semanas.

COMPANHIA ENDIVIDADA

Taxa de juros praticada pelo BC elevou endividamento e contribuiu para pedido de recuperação judicial, diz grupo Petrópolis. Selic a 13,75% gerou um impacto de R$ 395 milhões por ano no fluxo de caixa da companhia, que acumula dívidas de R$ 4,2 bilhões.
A cervejaria Petrópolis, dona das marcas Itaipava, Crystal e Petra, entrou na segunda-feira (27) com pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro. A companhia aponta que suas dívidas somam R$ 4,2 bilhões, sendo 48% delas de ordem financeira e 52% com fornecedores e terceiros. No documento protocolado na Justiça, o grupo Petrópolis argumentou que sua liquidez financeira foi comprometida pelo alto patamar da taxa de juros praticada pelo Banco Central, atualmente em 13,75%. Isso pressionou o nível de endividamento e gerou um impacto de R$ 395 milhões por ano no fluxo de caixa da companhia.

Redação
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Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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