Coluna – Quem vai entrar no grupo?

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A Superliga já está a todo vapor, mas, faltando cerca de oito meses, não dá pra deixar de falar nos Jogos Olímpicos. E, pensando nisso, alguns clubes que contam com jogadores estrangeiros em seus elencos devem ficar desfalcados logo nas primeiras semanas de 2020. É que nesse período serão disputados os pré-olímpicos regionais, que vão distribuir as últimas vagas para Tóquio 2020.

No vôlei feminino restam cinco lugares no grupo olímpico. Japão, Brasil, China, Estados Unidos, Itália, Rússia e Sérvia já têm lugar reservado. Vão assistir de camarote a uma disputa interessante nos pré-olímpicos continentais, especialmente na Europa. Lá, o Azerbaijão da oposta Polina Rahima, jogadora do Sesi Bauru, vai ter a ingrata missão de disputar uma única vaga olímpica contra Turquia, Polônia, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Croácia e Holanda. O torneio europeu é o mais imprevisível dos pré-olímpicos. A única certeza é a de que pelo menos uma seleção com grande potencial estará fora de Tóquio.

Já a ponteira/oposta Brayelin Martinez vai desfalcar o Dentil/Praia Clube e reforçar a seleção da República Dominicana no pré-olímpico das Américas do Norte, Central e Caribe. As dominicanas são as favoritas na disputa contra Canadá, México e Porto Rico. Na América do Sul, com o Brasil já assegurado nos Jogos, a briga será entre Argentina, Colômbia, Peru e Venezuela, seleção da ponteira Roslandy Acosta, do Minas. O favoritismo é das argentinas, com as colombianas correndo por fora. Na África, oito países brigam por um lugar na Olimpíada, e Camarões deve ser mais uma vez a representante do continente. A disputa asiática envolve sete seleções, e a Coreia do Sul é a principal aposta para ir a Tóquio. A Tailândia deve ser a única ameaça ao time da ponteira Kim Yeon-Koung.

Entre os homens, o clube dos sete já garantidos nos Jogos Olímpicos conta com Japão, Brasil, Itália, Polônia, Estados Unidos, Argentina e Rússia. Uma das contratações do Sada/Cruzeiro para a atual Superliga, o ponteiro Gordon Perrin vai liderar a seleção do Canadá no pré-olímpico em janeiro. Os canadenses têm favoritismo sobre Cuba, México e Porto Rico, os outros postulantes à vaga da Norceca. Assim como no feminino, na Europa a briga vai ser de gente grande. As potências Sérvia e França duelam com Alemanha, Bélgica, Bulgária, República Tcheca, Holanda e Eslovênia. Difícil fazer qualquer previsão. No papel, franceses e sérvios são favoritos. Só que a Eslovênia surpreendeu e foi vice-campeã europeia neste ano. Ou seja, vai ter gigante ausente dos Jogos.

Na disputa africana, Egito e Tunísia devem brigar pela classificação olímpica. Na Ásia, o Irã é o mais cotado para se classificar, mas pode ser surpreendido pela Austrália e até pela China. E na América do Sul (sem Brasil e Argentina) Chile, Peru, Venezuela e Colômbia fazem o pré-olímpico continental. Em ascensão, os chilenos ganham o status de favoritos.

Fazendo um exercício de futurologia e usando o ranking da Federação Internacional para fazer apostas, creio que, no feminino, Turquia, República Dominicana, Argentina, Camarões e Coreia do Sul serão as seleções classificadas para a Olimpíada. Entre os homens, as fichas vão para Sérvia, Irã, Chile, Canadá e Egito.

Edição: Fábio Lisboa
Redação
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