Criatividade e distanciamento nas aulas de Educação Física da rede municipal

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Antes das aulas serem retomadas de forma híbrida, familiares e professores estavam apreensivos sobre como seriam as aulas de Educação Física, uma vez que, normalmente, há contato físico. Mas os professores se reinventaram, como é o caso dos professores da André Vial e Giovana Voelz. Além da orientação teórica e prática no desenvolvimento das aulas, eles estão usando técnicas que podem ser realizadas em qualquer espaço e com o material que os estudantes ou as famílias dispuserem em sua casa.

Os alunos foram separados em dois grupos. Durante uma semana, as aulas acontecem de forma presencial para a Subturma A, enquanto estudantes da Subturma B realizam atividades remotas. E vice-versa.

“Os dois grupos recebem exercícios equivalentes, que corroboram entre si, mas não necessariamente a mesma atividade”, explica André Vial.

O professor de Educação Física disse que o apoio das famílias na orientação dos filhos tem sido fundamental. A partir do momento os pais sentiram que o ambiente escolar está pronto para receber os estudantes e que o espaço é seguro, encaminharam os filhos para aulas híbridas, com as “orientações de casa”. De acordo com o professor, “é surpreendente a colaboração dos estudantes no espaço escolar e também fora dele. Não é necessário lembrá-los da obrigatoriedade do uso de máscaras, do não compartilhamento de materiais ou do distanciamento social, entre outros”.

Para a estudante do 9º ano da Escola Básica Municipal Zélia Roque de Lima Munzi, Evelin do Nascimento, 16 anos, “as aulas de educação física presenciais são seguras, a gente mantém o distanciamento, o uso correto das máscaras e a higienização dos colchonetes quando usamos, e estamos aprendendo a valorizar mais e mais cada segundo. Por exemplo, quando o professor passou a atividade a distância, a gente fez certinho, mas aqui na escola cansamos menos a respiração, o rendimento foi maior e ainda podemos rever nossos amigos, sem chegar perto, é claro”.

Da mesma forma que famílias optaram pelo ensino de forma híbrida, há também as que optaram pelo ensino 100% remoto durante este neste período de pandemia. Nestes casos a maioria possui algum acesso à internet e os poucos que não têm precisam retirar, na Escola ou no Centro de Educação Infantil, as atividades impressas com as orientações para execução.

Para a professora de Educação Física, Giovana Voelz, o ensino remoto foi encarado como um novo desafio, o qual ela vem se superando a cada dia. Ela sempre deu aula presencial e, por estar gestante, neste momento atua junto às turmas à distância. “Está sendo bem tranquilo trabalhar com crianças pequenas, a devolutiva deles e dos familiares tem sido excelente. Todas as vezes que solicito alguma atividade, procuro usar materiais alternativos para que possam utilizar o que possuem em casa, elespor sua vez providenciam com celeridade e auxiliam as crianças nas atividades”, relatou..

Giovana é professora no Centro de Educação Infantil Municipal Pe-Te-Ca. Atualmente são oito turmas e cada uma tem seu dia para aula, que é gravada e enviada pelo aplicativo de mensagens no grupo daturmade aulas remotas. Mas, os que optaram pelo ensino híbrido também podem assistir e participar. “As aulas são um sucesso”, comemora Giovana, adaptada aos novos tempos.

Redação
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