As mudanças que nossa Bandeira experimentou ao longo dos anos
A Bandeira Brasileira – como conhecemos hoje – nasceu no dia 19 de novembro de 1889, apenas quatro dias após a Proclamação da República. Nesse período de transição, o governo provisório de Deodoro da Fonseca precisava de um símbolo que representasse a nova ordem política, rompendo com os elementos monárquicos, mas preservando a identidade nacional construída ao longo do Império.
CRIAÇÃO DA BANDEIRA REPUBLICANA

Marechal Deodoro, que foi monarquista por toda a sua vida, aceitou e proclamou a República devido à instabilidade política, e sugeriu que a nova bandeira republicana fosse igual a bandeira imperial, com a eliminação da coroa imperial que encimava o brasão de armas. Em 19 de novembro de 1889, a atual bandeira, inspirada na bandeira imperial, foi adotada oficialmente, com exceção ao acréscimo de alguma estrela no círculo azul sempre que um novo estado é criado.
A elaboração ficou a cargo de um grupo notável, composto por: Raimundo Teixeira Mendes, idealizador do conceito republicano e do lema; Miguel Lemos, colaborador intelectual; Décio Vilares, responsável pelo desenho final; Benjamin Constant, articulador político ligado ao positivismo.
O novo desenho manteve a tradicional cor verde e o losango amarelo da bandeira imperial – cores associadas às casas de Bragança e Habsburgo. Porém, ao centro, substituiu-se o brasão monárquico por um círculo azul, representando o céu do Rio de Janeiro na manhã da Proclamação da República. Nesse círculo, surgiram Estrelas representando cada estado; A faixa branca com o lema “Ordem e Progresso”, foi inspirada no pensamento positivista de Auguste Comte. A bandeira foi oficialmente adotada pelo Decreto nº 4, de 19 de novembro de 1889.
EVOLUÇÃO AO LONGO DO TEMPO
Apesar de seu desenho básico permanecer praticamente inalterado, a bandeira passou por pequenas atualizações sempre relacionadas à evolução político-administrativa do país:
Inclusão de novos estados
As estrelas foram sendo ajustadas de acordo com a criação de novos estados e territórios. As alterações mais importantes ocorreram em: 1960 – Inclusão de Brasília e do estado da Guanabara; 1968 – regulamentação mais detalhada das proporções e posicionamento das estrelas; 1992 – Atualização mais significativa, com acréscimo de novas estrelas, chegando ao total atual de 27, representando os 26 estados e o Distrito Federal.
Reconhecimento legal e normatização
A Lei nº 5.700/1971 definiu regras sobre o uso, conservação e respeito ao Pavilhão Nacional, estabelecendo inclusive cerimônias, datas cívicas e punições em casos de desrespeito.
O significado do Pavilhão Nacional
A bandeira do Brasil é muito mais do que um símbolo gráfico – ela carrega valores históricos, culturais e emocionais que representam a identidade do povo brasileiro.
O QUE ELA SIMBOLIZA
União e diversidade
As 27 estrelas mostram o conjunto de estados que formam o país, simbolizando a integridade territorial e a união de diferentes regiões, culturas e identidades.
Continuidade histórica
A manutenção das cores verde e amarela remete à continuidade da Nação entre Império e República, ressaltando que as instituições mudam, mas o país permanece.
Ideais republicanos
A frase “Ordem e Progresso” expressa o ideal positivista que inspirou os primeiros republicanos a saber:
Ordem: estabilidade social e política;
Progresso: avanço científico, econômico e humano.
Embora discutida ao longo dos anos, essa divisa tornou-se parte da identidade visual e filosófica da República.
Patriotismo e soberania
O Pavilhão Nacional é hasteado em eventos cívicos, esportivos e políticos como forma de reafirmar a soberania, o orgulho nacional e o sentimento de pertencimento dos brasileiros.
A importância da bandeira para o Brasil de hoje
Atualmente, a bandeira continua sendo um dos símbolos mais respeitados e reconhecidos do país. Ela representa: A democracia e as instituições brasileiras; A força do povo e sua diversidade cultural; A continuidade histórica da Nação; O ideal de construção de um país mais justo, harmonioso e desenvolvido.
Apesar dos diferentes momentos políticos – como o vivido entre 2019/2022 – a bandeira permanece como um símbolo de união, acima de governos ou ideologias. Ela é, essencialmente, um patrimônio do povo brasileiro. E nós não abrimos mão disso!
Da Redação Folha do Estado SC



















