EDITORIAL: *SANTA CATARINA SUBMERSA – É HORA DE AGIR!*

Os novos prefeitos terão que atentar para problemas do clima

Santa Catarina enfrenta uma tragédia anunciada, com chuvas que frequentemente levam nossas cidades ao colapso. Décadas se passaram, e ainda testemunhamos alagamentos, prejuízos materiais e perda de vidas, tudo sem soluções efetivas. O crescimento desordenado e a falta de infraestrutura adequada amplificam esses impactos, enquanto os governos reagem apenas quando a tragédia já aconteceu.

É inaceitável que as administrações municipais estejam despreparadas, sem os equipamentos e sem os estudos técnicos, necessários para enfrentar eventos extremos como os desta semana, deixando famílias em situação devastadora. A distância entre as autoridades e a realidade vivida pela população precisa ser superada.

Devemos repensar urgentemente nosso planejamento urbano e as políticas de prevenção a desastres. Cidades como Balneário Camboriú, Itapema e Camboriú, que cresceram rapidamente, agora enfrentam as consequências de um desenvolvimento que não foi acompanhado de uma infraestrutura adequada que pudesse conter fenômenos climáticos como este.

Exemplos de sucesso em outras regiões, como o programa “Drenagem Sustentável” de Campinas, mostram que é possível fazer diferente. O investimento em bacias de retenção e sistemas de drenagem eficientes pode evitar tragédias que já conhecemos. Porém, a maioria desses administradores só enxerga aquilo que lhes interessa, ou seja, os lucros advindos dos grandes projetos, nenhum sem a devida precaução para evitar desastres climatológicos.

É imperativo que nossas autoridades não se contentem em declarar estados de emergência, o que apenas revela a fragilidade da gestão pública. Precisamos de ações concretas e imediatas para mudar essa realidade. Não vamos crucificar os novos prefeitos, apenas alertá-los para que se comportem diferente dos que já passaram por suas cadeiras e nada fizeram para evitar que situações como as desta semana viessem a ocorrer.

Ao longo prazo, é essencial que os governos desenvolvam planos robustos de prevenção e gestão de riscos, incluindo a construção de sistemas de drenagem, educando a população a estar atenta sobre os riscos e as melhorias na gestão urbana.

Sem essas ações, as chuvas continuarão a expor a fragilidade das gestões públicas, tornando nossos cidadãos vulneráveis a tragédias previsíveis. Santa Catarina não pode mais aceitar essa situação como sua ‘marca registrada’. É hora de agir!

Da redação da Folha do Estado

 

Redação
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Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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