EMBRAPA TERCEIRA PARTE – A EMPRESA NO CENÁRIO MUNDIAL – ANOS 90

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ANOS 90 – A EMBRAPA NO CENÁRIO MUNDIAL

A Embrapa sempre manteve um forte programa de pós-graduação, enviando pesquisadores a vários países. O bom desempenho dos estudantes, aliado ao amplo intercâmbio com universidades e centros de excelência científica internacionais em agropecuária, contribuíram para que a Embrapa se tornasse um centro de ciência e tecnologia de destaque, o que mais tarde resultaria na criação e consolidação do programa Labex – Laboratório Virtual da Embrapa no Exterior. O primeiro deles foi criado em 1998, nos Estados Unidos. Esse caminho para o exterior foi muito importante para os avanços apresentados pela Embrapa e seus parceiros na fronteira da pesquisa agropecuária entre os anos 1990 e 2000, como a estruturação de bancos de germoplasma animal e vegetal e o desenvolvimento do primeiro clone bovino da América Latina.
A pesquisa agropecuária brasileira nos anos 90 também buscou soluções para os problemas da monocultura e agregou prioridades de trabalhos com meio ambiente, qualidade dos alimentos, bem-estar da sociedade e desenvolvimento de sistemas agroindustriais. Nessa fase, a Embrapa criou os centros de Agroindústria Tropical, Agroindústria de Alimentos e Meio Ambiente.

GERMOPLASMA

O intercâmbio de germoplasma impulsionou os programas de melhoramento genético de plantas da Empresa, proporcionando a obtenção de cultivares de soja, milho, arroz, feijão, hortaliças e frutíferas adaptadas às condições de clima brasileiro e altamente produtivas.

ARROZ E FEIJÃO

Destacam-se, ainda, lançamentos de diversas cultivares de arroz e feijão, com ciclo de desenvolvimento precoce, alta qualidade de grãos e resistência à seca e às principais doenças, com contribuição para os produtores e intensificação dos sistemas produtivos locais.

CULTIVO DO ALGODÃO

Em parceria com produtores e outras instituições, a Embrapa modernizou a cultura do algodão em todo o País, com destaque para os Cerrados. Foram lançadas cultivares que permitiram obter um produto de alta qualidade e competitividade internacional.

CRIAÇÃO DE SUÍNOS LICHT

Em 1997 chegava ao mercado o Macho Suíno Sintético 60 (MS-60). Desde então, o suíno light desenvolvido pela pesquisa agropecuária brasileira permitiu que produtores de todo o país tivessem acesso a um animal que atendia às novas exigências do mercado quanto ao alto teor de carnes magras e pouca gordura.

CENOURA BRASILEIRA

Cultivar desenvolvida para produção nos meses de verão, principalmente nas regiões do Planalto Central, Nordeste e Norte do País. Veio preencher uma lacuna no abastecimento do mercado causada pela escassez do produto nos meses de fevereiro a abril.

PÓLO DE FRUTICULTURA NO SEMIÁRIDO NORDESTINO 

As pesquisas e tecnologias geradas na instituição viabilizaram o desenvolvimento do maior polo de fruticultura irrigada do País, no Sub-médio do Vale do São Francisco, responsável pela exportação de 91% da manga e 98% da uva produzida no Brasil. Com técnicas de plantio, manejo e irrigação, é possível produzir no Semiárido em todas as épocas do ano e exportar frutas tropicais de qualidade para o mundo inteiro.

SOFTWARES PARA MANEJO FLORESTAL

Em 1995 foram lançados os primeiros softwares para simulação de manejo florestal e análise econômica de plantios de pínus. Esses sistemas deram base a uma série de softwares simuladores de manejo de plantios florestais de diversas espécies, inclusive com cálculo de sequestro de carbono em ILPF. Esses softwares são amplamente utilizados no país.

 A MARCA EMBRAPA

Em 1996, como resultado da implantação de sua Política de Comunicação, a Embrapa mudou a sua logomarca, substituindo a antiga, composta por vários elementos, por uma marca mais simples e moderna, escolhida pelos empregados da Empresa em votação direta. Também foi definida uma nova identidade visual para a empresa e criadas assinaturas síntese para suas Unidades de Pesquisa, em substituição às siglas até então utilizadas.

SISTEMA PLANTIO DIRETO

O Sistema Plantio Direto diminui os efeitos da erosão, melhora os atributos do solo, a conservação de água e o sequestro de carbono, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa. Isso porque não há revolvimento do solo antes do plantio, o que garante cobertura com restos vegetais das culturas anteriores ou de plantas vivas.

Redação
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Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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