Inquérito Policial Militar foi concluído nesta semana
O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, que recebeu a carta dos militares. Imagem: Adriano Machado/Reuters.
O Exército concluiu nesta semana o Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado para apurar a elaboração da chamada: “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro”, assinada por 37 militares e recebida pelo então ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, em novembro de 2022. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pela colula do Uol.
“O procedimento concluiu que houve indícios de crime militar relacionados a críticas indevidas e incitamento à indisciplina”, afirmou a instituição, em nota. Foram indiciados três militares, sendo um da ativa – o coronel Anderson Lima de Moura – e dois da reserva – oscoronéis Carlos Giovani Delevati Pasini e José Otávio Machado Rezo.
– O quarto autor da mencionada carta, o coronel Alexandre Castilho Bitencourt da Silva, da ativa, teve a investigação sobrestada, em virtude da concessão de uma liminar judicial – diz o Exército.
O indiciamento é um passo para o julgamento e condenação, mas ainda não há definições a respeito de punições. “O IPM poderá ter desdobramentos, obedecendo ao rito processual, cabendo ao Ministério Público Militar analisar o conteúdo dos autos e decidir sobre eventual oferecimento de denúncia – afirmou o Exército.
Cid recebeu o documento dia 28 de novembro de 2022 – véspera da publicação. O texto foi considerado pelo comandante da época, general Marco Antônio Freire Gomes, como uma pressão para que aderisse a uma tentativa de golpe de Estado.
O Exército abriu uma sindicância para apurar o episódio e, neste ano, por ordem do comandante, general Tomás Paiva, os quatro oficiais que escreveram o documento passaram a responder o IPM. O comandante entendeu que havia “indícios de crime” que precisavam ser apurados.
Apurou-se, ainda, que o ministro da Defesa, José Múcio, incentiva os procedimentos de investigação internos e comentava que com isso serão revelados “os CPFs” de quem eventualmente embarcou em tramas golpistas, tirando a suspeição sobre a instituição.
Carla Araújo – Colunista do UOL




















