Fábrica têxtil prevê a reciclagem de 120 toneladas de fios em 2023

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Peças que poderiam ser descartadas se transformam novamente em fios. Processo de reciclagem adotado pelo Grupo Marlan, fábrica têxtil de Santa Catarina, em parceria com a EuroFios, especializada na produção de fios sustentáveis, tem como objetivo reaproveitar sobras dos cortes e torná-las úteis para outros mercados econômicos.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) confirma que o Brasil é o 5º país com a maior indústria têxtil do mundo, com faturamento superior a R$ 160 bilhões ao ano, e que ainda desponta como o 3º maior na produção de malhas, devido a autossuficiência da principal matéria-prima, o algodão, que possibilita produzir mais de 9 bilhões em peças de vestuário anualmente. Tamanha é a dimensão têxtil brasileira e pouco se fala do destino correto das toneladas de malhas que são descartadas. O Grupo Marlan, consciente do volume de produção da empresa, superior a 3 milhões de peças em 2022, há 7 meses recicla as sobras dos cortes das malhas e, até o final de 2023, tem projeção de reciclar até 120 toneladas de roupas e torná-las fios sustentáveis.

O processo de reaproveitamento é feito em parceria com a EuroFios, empresa nacional que é referência na produção de fios sustentáveis e que, nesta recente parceria, já reciclou pouco mais de 66 toneladas de fios do Grupo Marlan.

Ao todo, no último ano, a empresa EuroFios, com fábricas em Blumenau e Ascurra, SC, reciclou mais de 13 mil toneladas (13 milhões de kg) sendo que, desse volume, 6 milhões de quilos foram transformados em fios sustentáveis, destinados ao mercado de fios para artesanato e à tecelagens e malharias, em movimento de economia circular – processo de reciclar e reaproveitar para outros fins o material que seria descartado. De acordo com Adilson Moura, diretor de operações da EuroFios, se este volume não fosse reciclado, certamente seria descartado em aterros sanitários ou outros destinos, que gerariam mais poluição ao meio ambiente.

“Com essa parceria, queremos intensificar a responsabilidade ambiental e social dos nossos produtos. Para a Marlan, a reciclagem de malhas pré-consumo é fundamental para que os retalhos descartados da nossa fábrica sejam destinados de forma correta, além de podermos contribuir com demais empreendedores e de certa forma conseguimos fortalecer outros mercados econômicos, como o de artesanato. Os profissionais dessa área podem produzir suas peças com matéria de qualidade, sem agredir o meio ambiente e com um ótimo custo-benefício”, comenta a gerente de marketing do Grupo Marlan Tálita Forlin Rincaweski.

Nos mais de 10 mil m² de área da fábrica, localizada em Guaramirim, região norte do estado de Santa Catarina, o Grupo Marlan tem instalado 5 coletores de resíduos, com capacidade para recolher até 10 toneladas por mês. Semanalmente é feita a coleta das peças e retalhos descartados, que são destinados ao processo de reciclagem, que leva cerca de 20 dias até que voltem a ser fios novamente.

Redação
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