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GESTÃO NILZA SIMAS É RESPONSÁVEL POR “LÍNGUA NEGRA” NAS PRAIAS DE ITAPEMA?

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POLUIÇÃO: Nesta tarde, 12, um vídeo viralizou com uma denúncia de poluição na Meia Praia é visível “Língua Preta” assustando banhistas, podendo esta poluição ser a responsável pela transmissão de várias doenças, a exemplo das viroses que assolaram a saúde de moradores a ponto de colapsar o sistema de saúde local.

Segundo o relatório de balneabilidade divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) na sexta-feira (10) aponta locais impróprios para banho na Meia Praia (ruas 261; 205; 227; rua 129 E 1, Sul do rio Bela Cruz) dos 231 pontos analisados nas praias catarinenses, 174 podem receber banhistas, o que representa 75,3% do total.

Mapa do IMA atualizado, aponta quatro pontos impróprios

No mapa de hoje, 12, do (IMA) Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, você pode fazer essa pesquisa on-line dos locais com bandeiras de alertas, ao todo, são quatro pontos impróprios, sendo três deles na Meia Praia e um em Itapema.

Ausência de fiscalização: Quais são as causas prováveis por trás da poluição destes pontos considerados impróprios, para isso fomos ouvir um especialista em Meio Ambiente, em resposta ao nosso pedido nos informou algumas das prováveis causas; Quais podem ser  esgotos sanitários clandestinos despejados sem qualquer tratamento, diretamente no mar, pelos prédios, casas e bares que ficam próximos às praias. Itapema e Meia Praia têm várias galerias canalizadas que deságuam nas praias, esses cursos de galerias devem ser fiscalizados diuturnamente para impedir ligações clandestinas de esgoto nestas galerias que na maioria das vezes são feitas durante a noite.

De quem é a responsabilidade: para o especialista, a cidade possui um Plano Municipal de Saneamento Básico em pleno funcionamento, a Concedente, município de Itapema é a responsável pela fiscalização e lacres, existem equipes de gestores/fiscais contratados para realizar estes serviços de monitoramento das redes coletores de esgoto. Pelo que sabemos a grosso modo, todas as ruas da Meia Praia e Centro tiveram a rede coletora de esgoto implantada, tão logo, todas as economias com atividades humana, comercial e industrial foram notificadas para fazer a ligação na rede, este relatório deve ser sempre atualizado e é de responsabilidade do Órgão Ambiental da Cidade.

Impacto na economia: O turismo é percebido como um fenômeno econômico, social e cultural com importantes impactos socioambientais. Não podemos negar que as praias influenciam fortemente a imagem que eles têm da cidade. Por esse motivo, embora a maioria das nossas autoridades, lideranças e empresários que exploram o setor da indústria da construção civil, percebam a poluição das praias, tanto pelo aspecto estético, quanto pelo da saúde pública, não compromete o seu interesse em visitar a Meia Praia ou a Praia do Estreito, e tampouco em frequentar as praias para banho, mesmo correndo o risco de contrair doenças que inclusive poderia comprometer a sua qualidade de vida para resto da vida.  

Os principais impactos da poluição: redução da atividade pesqueira e a extinção de espécies marinhas e vegetal, graves problemas de saúde pública e a perda de empregos e de receitas pelas cidades que dependem da cadeia produtiva do turismo, além de provocar uma forte desvalorização dos imóveis localizados na orla marítima.

Vale ressaltar que os turistas e a indústria do turismo local não desenvolvem estratégias de prevenção, mesmo havendo uma conscientização institucional eles continuam com a percepção apenas de membros da sociedade como se fossem turistas de passagem e não buscam informar-se sobre a responsabilidade dos Poderes Públicos e os seus deveres e dos potenciais riscos à saúde, a economia e a imagem da cidade para o restante do país e do mundo.

Tão logo, não podemos atribuir a responsabilidade da língua preta a um fenômeno da natureza sem estudar a causa, haja vista as conseqüências ser dos órgãos governamentais e de controles de exigirem o cumprimento das leis ambientais a risca e aos rigores necessários para garantirem a segurança sanitária e impedir preventivamente a poluição deliberada.

Neste caso toda a responsabilidade, no quesito legislação, estratégia e planejamento é do atual Gestor que não apresenta plano estratégico, sólido, coerentes, eficazes de médio, logo prazo para melhorar a infraestrutura como a implementação de metas com objetivo traçados, claro e transparente focado em construir uma plataforma turística pujante de entregas de serviços de qualidade plena aos seus cidadãos residentes, investidores e turistas de passagem.

NR: Abrimos espaço para agentes públicos qualificado no setor ambiental (FAACI) manifestar contrapontos a respeito das constantes denúncias contra a inércia do Governo em fazer cumprir a lei federal, N. 11.445/2007 sobre esgotamento sanitário clandestino; Manejo de resíduos sólidos de forma inadequada; Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas despejadas nas galerias e nas águas das praias de Itapema.

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Redaçãohttps://www.facebook.com/jornalfolhadoestadosc
Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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