Cicasc faz alerta aos criadores de bovinos e outros animais
Diante da confirmação de um caso de raiva em bovino no município de Barra Velha e da notificação de nova suspeita em Balneário Barra do Sul, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitiu um alerta aos produtores rurais da região, incluindo Guaramirim, para redobrarem os cuidados com seus rebanhos e manterem a vacinação dos animais em dia.
A doença, que pode atingir todos os mamíferos – como bois, cavalos, cães, gatos, morcegos e até seres humanos – é causada por um vírus que ataca o sistema nervoso central e pode levar à morte em poucos dias. A transmissão ocorre principalmente pelo contato da saliva de um animal infectado com a pele ou mucosa de outro animal ou de pessoas, por meio de mordidas, arranhões ou lambeduras.
Segundo a Cidasc, a vacinação é a principal medida de prevenção contra a raiva. Todos os produtores devem vacinar bovinos, equinos, ovinos, caprinos, suínos, cães e gatos. A recomendação é que os animais com mais de 90 dias de vida recebam a primeira dose e, em caso de nunca terem sido vacinados ou estarem com o reforço atrasado, uma segunda dose deve ser aplicada em 30 dias. Nas áreas com foco da doença, o reforço deve ser feito a cada 180 dias; nas demais, anualmente.
Além disso, a Cidasc orienta os produtores a ficarem atentos a sinais clínicos da doença, como andar cambaleante, paralisia, dificuldade respiratória e alterações de comportamento. Marcas de mordida nos animais, especialmente no dorso ou pescoço, também podem indicar ataques de morcegos hematófagos – principais transmissores da raiva no meio rural.
Caso algum animal apresente sintomas neurológicos ou sinais de ataque por morcegos, a recomendação é não manipulá-lo e acionar imediatamente a Cidasc ou a Secretaria de Agricultura do município. Em situações em que pessoas tenham sido mordidas ou lambidas por animais suspeitos, é necessário procurar atendimento médico com urgência.
A vacina contra a raiva deve ser armazenada sob refrigeração entre 2 °C e 8 °C, e o frasco não pode ser reutilizado após aberto, pois perde a eficácia.
O caso confirmado em Barra Velha reforça a importância da notificação rápida, da vacinação em massa dos rebanhos e do monitoramento constante dos animais. A atuação conjunta entre os serviços de saúde animal e humana é fundamental para proteger a saúde pública e evitar novos focos da doença.
—————-
Da Assessoria PMG
Mais informações estão disponíveis no site da Cidasc: www.cidasc.sc.gov.br













