Coluna semanal de Edison Augusto Siliprandi
A partir do conflito agrário no extremo oeste do Paraná, nos propusemos a discutir esse tema tabu, que por estas plagas continuam abrindo caminho à prática ilegal e criminosa do esbulho possessório. Além da invasão de propriedades e do uso concomitante da violência física e moral, o fato concorre contra o direito líquido e certo da propriedade privada. As invasões devem ser combatidas, produtores rurais convivem com essa realidade, mas não podemos achá-la normal, porque não é.
Nós, que acompanhamos a devida trajetória das invasões do oeste do estado, estamos uma vez mais, agora em formato de média metragem – Documentário “INTRUSOS, mulheres e crianças primeiro” já disponível no youtube -, denunciando esta romantização do problema social, patrocinado principalmente pelo movimento sem rosto, o MST, com o claro desiderato de politizar tópicos, garantidos pela carta magna. A comunização de terras, sob olhares atônitos duma sociedade desprotegida, pela ausência da aplicação das leis.
Arrimada pela ala da esquerda extremada e contando com a proteção da aba petista do governo Lula, políticos da região afetada diminuem de tamanho, muito embora em terras férteis do poderoso agronegócio exatamente deveria ser o oposto. Acuados pelo estrondo da opinião pública, deputados federais da região, hospedados em Brasília, assistem tal qual os meros expectadores invadidos, como se não tivessem mandatos. Uma vergonha! Temerosos em não compactuarem com o status quo duma mídia praticamente 100% comprometida com os releases oficiais do governo petista, sob pena de não fazerem parte da folha, sucumbem sem nenhum rubor ao abjeto desprezível do “politicamente correto” deixando assim de exercer aquilo que mais deveriam: informar por inteiro, mas são dóceis, preferindo disfarçar as reais mazelas que o verdadeiro homem do campo se submete, por mera falta de representação popular.
Infelizmente as autoridades paranaenses não tiveram a mesma coragem e desprendimento do governo e políticos catarinenses, que combateram com pulso firme as tentativas de invasões de terras, usando da legislação com a sanção da Lei 19.226/2025 (lei anti-MST), e valendo-se da força policial quando necessário, para coibir esse acinte ao direito constitucional à propriedade privada. Enquanto a segurança jurídica é garantida aos produtores de Santa Catarina, no Paraná somos obrigados a conviver com um governo omisso, políticos covardes e uma polícia pusilânime.
Edison Augusto Siliprandi
Opinião: Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Folha do Estado.




























