Maior regata de volta ao mundo, parte chega a Itajaí em 31 de março de 2027

A competição que colocou Itajaí no mapa das grandes competições esportivas internacionais retornará a Santa Catarina em 2027. A largada oficial da The Ocean Race 2027, a maior e mais difícil regata de volta ao mundo, está marcada para janeiro do ano que vem na cidade de Alicante (Espanha). Os velejadores enfrentarão a etapa inicial mais longa dos 53 anos de história da competição, percorrendo 14 mil milhas náuticas (26 mil quilômetros) da Europa até Auckland, na Nova Zelândia, antes de partirem para Itajaí. A The Ocean Race atraca em Itajaí em 31 de março de 2027 e permanece até o dia 18 de abril na Vila da Regata.
De Santa Catarina, a regata parte rumo aos Estados Unidos da América (EUA) e na sequência para a Europa, que terão suas cidades-sede anunciadas em breve. A frota seguirá então para o Mediterrâneo e atravessará o Canal de Suez, preparando-se para uma perna final até a Arábia Saudita (Amaala), no Mar Vermelho.
– Como tem feito por mais de 50 anos, a The Ocean Race representa o auge da vela oceânica profissional – comenta Richard Brisius, Presidente da The Ocean Race. “A edição de 2027 eleva a barra mais uma vez com uma rota que desafiará até os velejadores mais experientes. A perna de abertura para Auckland é uma declaração de intenções: esta é uma regata oceânica em seu estado mais extremo e emocionante.
Para os competidores, o desafio é o combustível. Boris Herrmann, capitão do Team Malizia, destaca que “esta é uma maneira incrível de começar a The Ocean Race: com uma perna épica que nos leva por meio mundo, de Alicante a Auckland. Para nós, velejadores, é isso que amamos, passar muito tempo no mar, competindo contra os melhores e enfrentando grandes desafios. É onde você aprende sobre si mesmo e seus companheiros de equipe e cria laços que duram a vida toda”, afirma Boris.
O DESAFIO SUPREMO
A The Ocean Race conquistou sua reputação como a competição mais intensa e extenuante do esporte. Competindo a bordo dos barcos mais rápidos do mundo, a classe IMOCA, que utiliza uma estrutura especial para “voar” sobre a água, as equipes enfrentarão semanas no mar.
– Durante a edição de 2023, gostei muito da perna do Oceano Sul entre a África do Sul e o Brasil – destaca Paul Meilhat, que competiu na última edição e venceu a The Ocean Race Europe 2025 como capitão do Biotherm. “Essas pernas ‘XXL’ fazem parte do DNA da classe IMOCA e da The Ocean Race, com longos períodos no mar que criam cenários imprevisíveis – especialmente esta, que termina em Auckland, uma cidade lendária com uma cultura de vela muito forte. É literalmente o outro lado do mundo”.
Rosalin Kuiper, que comandou o Team Holcim PRB na Europa e competiu ao redor do mundo com o Team Malizia em 2023, salienta que “não há nenhuma regata como a The Ocean Race. Estamos competindo com e contra os melhores velejadores do mundo, nos melhores barcos, nas condições mais desafiadoras imagináveis. É o auge do que fazemos.”
DIVERSIDADE E TECNOLOGIA
A The Ocean Race 2027 exigirá que todas as equipes incluam pelo menos uma velejadora mulher em sua tripulação em todos os momentos. O objetivo é proporcionar uma competição mista no mais alto nível do esporte.
Ainda, os avanços tecnológicos permitem que os repórteres a bordo mantenham uma conexão constante com a sede e com os fãs. O sistema de transmissão em tempo real garantirá que o público veja mais ação ao vivo do que nunca, incluindo todas as histórias de bastidores.
RACING FOR THE OCEAN
A edição de 2027 ampliará a liderança da The Ocean Race em sustentabilidade através do programa Racing for the Ocean. As equipes transportarão equipamentos científicos para coletar dados vitais sobre as condições do oceano, microplásticos e impactos das mudanças climáticas em águas remotas.
O programa educacional da regata, um dos maiores do mundo, está disponível para estudantes de 6 a 16 anos e já é utilizado em 90 países. Até a largada em 2027, o material será traduzido para 18 idiomas diferentes.
– Nós corremos no oceano, mas também corremos pelo oceano – disse Lucy Hunt, bióloga marinha e Diretora de Impacto Oceânico da regata. “Nossos velejadores testemunham em primeira mão a beleza e a força do ambiente marinho. Estamos transformando essa plataforma em ação significativa para a saúde dos oceanos”.
CONTAGEM REGRESSIVA
Com menos de um ano até o tiro de largada em Alicante, a emoção está aumentando. Mas antes disso, neste verão (hemisfério norte), acontecerá a The Ocean Race Atlantic, de Nova York para a Europa, servindo como um “esquenta” para as equipes.
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Texto: Secom/PMI
Fotos: The Ocean Race













