Parlamentares joinvilenses voltam a debater o assunto do barulho
O ruído das obras da Ponte Joinville voltou ao centro do debate na Câmara de Vereadores nesta terça-feira (19). Após as queixas de moradores da região do Boa Vista, no início do ano, que levaram a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) a restringir o uso do bate-estaca até 22h e manter apenas serviços leves até 3h.
A Comissão de Urbanismo aprovou requerimento da vereadora Liliane da Frada (Podemos) para discutir medidas mitigatórias à fauna, com destaque para as capivaras que habitam o entorno do rio. Único voto contrário foi do vereador Wilian Tonezi (PL) que criticou a priorização do tema na comissão e cobrou foco no atraso de 10 meses da obra e nos transtornos aos moradores. “É inaceitável discutir barulho para capivaras quando famílias conviveram com o bate-estaca praticamente dentro do próprio quarto e ninguém se importou. As capivaras são silvestres e já estavam ali. O que a população cobra é agilidade e solução para os impactos urbanos, não transformar a obra em vilã”, afirmou Tonezi.
A autora do requerimento, Liliane da Frada defendeu a análise de cercas e contenções para evitar que os animais fujam para ruas e residências durante a execução dos serviços. “Precisamos verificar se há barreiras adequadas e outras medidas que evitem riscos e transtornos para quem mora nas proximidades”, disse.

O ofício aprovado convoca Seinfra, Sama, IMA e demais órgãos técnicos para esclarecer medidas ambientais em curso e apresentar protocolos de mitigação. Para Tonezi, o acompanhamento ambiental deve ocorrer, mas sem desviar a missão principal da comissão. “Se há ponto a apurar sobre fauna, que os órgãos competentes atuem. A Comissão de Urbanismo precisa cobrar prazos, cronogramas e transparência. A prioridade é entregar a ponte à população de Joinville no tempo certo”, afirmou.
NOTA DA REDAÇÃO
A construção da Ponte de Joinville, na chamada Manchester Catarinense – que já deveria ter sido concluída – enfrenta atrasos nas obras e também levanta preocupações ambientais. No local vivem muitas capivaras, que podem ser afetadas pelo barulho e movimentação das máquinas, especialmente porque os trabalhos seguem até altas horas da noite. O assunto chegou à Câmara de Vereadores, onde se discute a necessidade de conciliar o avanço da infraestrutura com a preservação da fauna local, buscando alternativas que minimizem os impactos sobre os animais. A alternativa mais viável é convocar os órgãos ambientais para obter a opinião deles. Como tudo na vida, o meio termo seria o mais interessante. Isto significa que os horários de trabalho devem ser coerentes e bem estudados, para não incomodar nem moradores, nem os animais, nem atrasar ainda mais os trabalhos. A ponte tem seu término previsto para 2026 e será a maior obra de infraestrutura da cidade. (Folha do Estado).




























