Lula sobre aborto “sou contra”, regulação da mídia e liberdade religiosa

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Durante conversa com jornalistas, em Guarulhos, Lula lembrou que decisão sobre aborto não é do presidente, mas sim de deputados e senadores

Na manhã desta sexta-feira (07/10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a dizer que é contra o aborto. “Essa é uma resposta que eu já dei. Eu sou contra o aborto. Sou contra o aborto, sou pai de cinco filhos, avô de oito netos, bisavô de uma bisneta”.

Lula lembrou que há uma lei dizendo como é que pode acontecer ou não o aborto e destacou que, decisões sobre o aborto e de outras pautas de costume, não são do presidente da República, mas do Legislativo, composto por deputados e senadores, na esfera federal.

“Não é papel do presidente da República, isso é um papel do poder legislativo e, sobretudo, é um papel que cabe muito a gente entender que a mulher tem supremacia sobre seu corpo”, afirmou.

Circula nas redes sociais um vídeo enganoso que lista oito propostas que Lula estaria “escondendo” dos eleitores e que estariam no programa de governo do petista, o que é falso. A gravação inventa promessas e distorce falas do ex-presidente para fazer crer, por exemplo, que o petista pretende acabar com a família, legalizar drogas e perseguir religiosos.

As diretrizes do programa de governo da chapa publicado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contradizem a peça de desinformação, como por exemplo:

  1. Não consta nos planos do petista liberar entorpecentes. Lula, no item 34 do documento, defende uma nova política sobre drogas “focada na redução de riscos, na prevenção, tratamento e assistência ao usuário” e “enfrentamento e desarticulação das organizações criminosas”;
  2. O petista também não prometeu adotar um “descontrole fiscal”. O item 52 explica que a chapa pretende derrubar o teto de gastos e adotar um novo regime fiscal, mais flexível e que “garanta a atuação anticíclica, que promova a transparência e o acompanhamento da relação custo-benefício das políticas públicas”;
  3. Também não é verdade que Lula pretenda perseguir religiosos. No item 99 consta que a campanha “defende os direitos civis, garantias e liberdades individuais, entre os quais o respeito à liberdade religiosa e de culto e o combate à intolerância religiosa, que se tornaram ainda mais urgentes para a democracia brasileira”. A assessoria do ex-presidente também destacou a Lei da Liberdade Religiosa, aprovada no governo Lula, e destacou que ele é contrário à perseguição religiosa “em qualquer país e de qualquer forma”, se referindo ao caso da Nicarágua. 
  4. Também foi retirada de contexto a promessa de Lula de regular as mídias sociais. O petista de fato defende uma regulação que, segundo a sua assessoria, “não tem relação com controle de conteúdo, mas com medidas contra monopólios e de regulação de propriedade e direitos de respostas em meios eletrônicos e digitais, dominados por poucas empresas”. No item 118, a chapa defende que o direito de acesso aos meios de comunicação “é essencial numa sociedade democrática, orientada pelos direitos humanos e para a soberania”, e defende os marcos legais previstos na Constituição de 1988.
  5. Fonte Boatos & fatos

https://www.aosfatos.org/noticias/plano-de-governo-de-lula-nao-preve-legalizacao-de-drogas-ou-perseguicao-a-religiosos/

Redação
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