Psicóloga perinatal fala como tentativas sem sucesso de gestação ou perda de um bebê pode afetar emocionalmente a mãe durante a gravidez
A atriz Mariana Rios, 39 anos, anunciou que está grávida de seu primeiro filho com o empresário Juca Diniz. Mariana compartilhava em suas redes sociais as dificuldades enfrentadas para conseguir engravidar, depois de ter passado por um aborto esponâneo em 2020 e ter sido diagosticada com trombofilia. Após algumas tentativas de engravidar por meio da Fertilização in Vitro (FIV), foi descoberta em teste genético uma “incompatibilidade genética” do casal, que inviabilizava a gestação. E para nova implantação, os embriões passaram por análise genética.
A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, explica que é comum que mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar e conseguem depois de anos experimentem, em meio à felicidade, ansiedade e medo durante a gestação. “A experiência da infertilidade pode gerar insegurança e preocupações sobre a saúde do bebê e do próprio corpo, mesmo após a gravidez ser confirmada”, explica.
Mas, e se a gestante já estiver ansiosa e com muito medo? Qual especialista procurar?
A psicologia perinatal oferece suporte emocional especializado para mulheres durante a gestação, o parto e o pós-parto. Diferente de outras abordagens, essa área da psicologia trata os desafios emocionais específicos desse período e envolve também a rede de apoio da gestante.
“O acompanhamento psicológico perinatal é um espaço seguro para que a mulher compreenda suas emoções e desenvolva estratégias para lidar com a maternidade, sem romantização. Cada gestação é única, e buscar apoio quando necessário pode fazer toda a diferença”, explica Rafaela.
Como identificar os sinais de estresse na gravidez?
Preocupações com exames, o parto e a chegada do bebê são naturais, mas se a gestante perceber que os sintomas abaixo estão intensos e frequentes, pode ser um sinal de que a saúde mental precisa de atenção:
– Dificuldades no sono – insônia ou sensação de cansaço extremo ao acordar.
– Oscilações emocionais – maior irritabilidade, crises de choro ou dificuldade de controlar a ansiedade.
– Sensação de exaustão constante – mesmo após o descanso, o corpo continua sem energia.
– Mudanças no apetite – alimentação desregulada, com episódios de fome excessiva ou falta total de apetite.
Como lidar com o medo, o estresse e a ansiedade na gravidez?
As gestantes que passaram pela dificuldade para engravidar podem desenvolver alguns quadros emocionais. Cada família vive essa fase de maneira única, mas algumas atitudes podem ajudar a minimizar o medo e trazer mais segurança. Rafaela lista alguns caminhos que podem ajudar nesse processo:
– Entender que nem tudo sairá como planejado: permitir-se viver a gestação sem cobranças excessivas ajuda a reduzir a ansiedade.
– Ter uma rede de apoio: contar com familiares e amigos para compartilhar sentimentos e preocupações é fundamental.
– Evitar sobrecarga de informações: o excesso de buscas sobre o assunto pode aumentar a ansiedade. É importante se informar com fontes seguras e evitar especulações.
– Praticar atividades que promovam o bem-estar: técnicas como respiração, meditação e exercícios leves podem ajudar a aliviar o estresse.
– Validar os sentimentos: nenhum medo ou insegurança é exagero. Conversar sobre essas emoções pode torná-las mais fáceis de lidar.
– Buscar apoio profissional, se necessário: a psicologia perinatal pode ser uma grande aliada para que a gestante compreenda melhor suas emoções e desenvolva estratégias para lidar com os desafios desse período.
“Quando cuidamos da saúde emocional da gestante, estamos cuidando também do futuro dessa criança. A gravidez é um momento de muitas transformações e, quanto mais suporte a mulher recebe, mais seguro esse período se torna”, finaliza.
Por TG Assessoria de Imprensa
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