MEMBRO DO GABINETE DO VEREADOR CONHECIDO COMO “RAMOS POLICIAL” É ACUSADO DE INTIMIDAR JORNALISTA DO PORTAL TOP-ELEGANCE

🚨 INTIMIDAÇÃO E ABUSO DE AUTORIDADE: PROCURADOR DE GABINETE DE VEREADOR DE ITAPEMA TERIA OFENDIDO JORNALISTA DURANTE QUESTIONAMENTO SOBRE CASO DE ESTUPRO
Itapema (SC) – Um grave episódio de intimidação contra a liberdade de imprensa foi registrado nesta semana no município de Itapema. O assessor parlamentar Cláudio Clemente, lotado no gabinete do vereador conhecido como Ramos Policial, teria reagido com agressividade durante uma ligação com o jornalista Elson Lopes, do portal Top Elegance.
O profissional buscava esclarecimentos no exercício legítimo da atividade jornalística, ao questionar a possível ligação do vereador com um inquérito sobre denúncia de abuso sexual e estupro ocorrido em um apartamento da cidade. A denúncia encontra-se registrada na Comissão Especial da Mulher da Câmara Municipal de Itapema, presidida pela vereadora Raquel da Saúde.
Segundo relato feito à redação do Folha do Estado SC, o assessor teria proferido ofensas e utilizado perguntas com tom ameaçador, como:
•“Se eu for aí e der uma porrada na tua cara, você vai gostar?”
•“Se eu for aí comer teu rabo, vai doer ou não?”
•“Tá vendo como tá doendo?”
De acordo com o jornalista, o assessor tentou disfarçar as ameaças em forma de perguntas, alegando tratar-se apenas de provocação verbal. No entanto, Elson considerou o tom das frases como claramente intimidatório e inaceitável, sobretudo por se tratar de um servidor público que se identificou como advogado e assessor parlamentar.
O comunicador classificou uma das falas como “a pergunta mais absurda que já ouvi na minha vida” e destacou que a postura do assessor compromete a integridade da função pública e os princípios éticos da advocacia.
A transcrição e o teor do relato indicam, em tese, elementos que podem configurar:
•Ameaça (art. 147 do Código Penal);
•Assédio moral;
•Violência psicológica ou sexual, a depender da interpretação jurídica e do contexto.
O uso de linguagem violenta ou de cunho sexual, mesmo sob a forma de pergunta, não exime o autor de eventual responsabilidade criminal. O tom, o conteúdo e a intenção são determinantes na caracterização de crimes contra a honra, dignidade e integridade psíquica.
Além disso, o fato de o assessor ter utilizado sua condição de advogado e servidor comissionado para se dirigir dessa forma a um jornalista pode configurar também infrações éticas e administrativas, sendo passível de apuração por:
•Uso indevido da função pública;
•Violação da liberdade de imprensa;
•Tentativa de obstrução da apuração jornalística.
O caso reacende o debate sobre limites do poder público e os riscos enfrentados por profissionais da comunicação ao abordarem temas sensíveis, como violência sexual e responsabilização institucional. Leia íntegra da nota de repúdio do jornalista na plataforma Top Elegance: Veja link https://www.youtube.com/watch?v=v492JidFrFU&feature=youtu.be
Pronunciamentos oficiais foram ou serão solicitados à Câmara de Vereadores de Itapema, à OAB de Santa Catarina e à Delegacia da Polícia Federal, responsável por apurar crimes contra o exercício da liberdade de imprensa, a fim de assegurar a devida responsabilização administrativa, cível e criminal, caso a conduta seja confirmada.
A equipe da reportagem permanece à disposição para publicar eventual manifestação oficial por parte do assessor citado ou do gabinete do vereador.
Redação
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