Ministério Público de Itapema ajuíza ação contra empresa que divulgou pesquisa com suspeita de irregularidade

Edição Especial l Folha do Estado l Por José Santana

O cenário político de Itapema ganha um novo capítulo explosivo. O Ministério Público Eleitoral, por meio do promotor Dr. Leonardo Fagotti Mori, da 91ª Zona Eleitoral, acatou e ajuizou a representação por pesquisa eleitoral irregular nº 0600039-17.2025.8.24.0090, após receber denúncia de que a pesquisa divulgada pela empresa Sul Pesquisas apresentava vícios graves e possíveis indícios de manipulação.

A ação já está formalmente em tramitação judicial, demonstrando a seriedade das suspeitas que recaem sobre o material distribuído em grupos de WhatsApp e redes sociais em Itapema e municípios vizinhos.

ONG OLHO VIVO EMITE ALERTA URGENTE À POPULAÇÃO

A ONG Olho Vivo, entidade nacional reconhecida pela fiscalização e defesa da transparência pública, publicou um alerta contundente denunciando uma série de irregularidades no documento divulgado pela empresa responsável pela suposta pesquisa.
Segundo a entidade, o material não deveria sequer ter sido tornado público, por violar frontalmente a legislação eleitoral.
Entre os pontos mais graves apontados estão:
•Ausência total de registro na Justiça Eleitoral
•Inexistência de metodologia ou parâmetros técnicos
•Falta de identificação do contratante
•Amostra inconsistente e sem base estatística
•Ausência do questionário aplicado
•Indícios de manipulação estatística
A Resolução TSE nº 23.600/2019 determina que nenhuma pesquisa pode ser divulgada sem registro prévio contendo informações completas sobre responsáveis, metodologia, amostra, questionário e contratante.
Nada disso foi apresentado.

DISPUTA POLÍTICA INTENSA AMPLIA O IMPACTO DA DENÚNCIA

O episódio explode em um momento de forte disputa política em Itapema, onde cada movimento na pré-campanha repercute intensamente nas redes sociais e nos bastidores. Em um ambiente em que pesquisas eleitorais influenciam narrativas, alianças e a própria percepção do eleitor, a divulgação de números sem qualquer base técnica ou registro legal levanta suspeitas sobre possíveis tentativas de manipulação da opinião pública. A circulação massiva do documento irregular em grupos de WhatsApp reforça o alerta de que atores desconhecidos podem estar tentando fabricar cenários artificiais para interferir no debate político local.

POPULAÇÃO E IMPRENSA SÃO ORIENTADAS A DESCONSIDERAR OS NÚMEROS

A ONG reforça que a suposta pesquisa não tem validade jurídica e não deve ser considerada por eleitores, imprensa ou agentes públicos.
Até que a Justiça se manifeste e que a autoria e intenções por trás do material sejam esclarecidas, a entidade pede cautela e responsabilidade no compartilhamento de informações eleitorais.

UM ALERTA EM PLENO ANO ELEITORAL

Com o Ministério Público já atuando e as inconsistências técnicas apontadas pela ONG Olho Vivo, o caso promete grande repercussão nas próximas semanas. Em Itapema, onde o clima político já é acirrado, a divulgação de uma pesquisa irregular acende um alerta vermelho para possíveis estratégias clandestinas de manipulação eleitoral.
Num cenário em que a disputa política se intensifica e estratégias subterrâneas se multiplicam, o caso expõe uma verdade incômoda: em época de eleição, até números podem ser transformados em arma. Cabe à Justiça, às entidades fiscalizadoras e à sociedade separar a estatística séria do artifício manipulado. A democracia não pode ser refém de porcentagens inventadas.
Contato da ONG Olho Vivo
Elias Costa Tenório – Presidente
Email: ongolhovivobrasil@gmail.com
Site: www.olhovivobr.org
Leia mais: https://folhaestado.com/nota-publica-da-ong-olho-vivo-alerta/
Redação
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