MITOS E VERDADES NA ODONTOPEDIATRIA

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Conheça um pouco mais sobre este assunto.

A Odontopediatria é uma área que necessita cada vez mais do reconhecimento do núcleo familiar e da sociedade, bem como da área da saúde em geral, como por exemplo, a pediatria e a fonoaudiologia. A odontopediatria não somente cuida da saúde bucal das crianças – o exercício desta é abrangente, pois não se limita somente à prevenção e à solução dos problemas bucais. 

O odontopediatra desempenha importante papel no que tange aspectos psicológicos e educacionais dos pequenos pacientes, também visa à execução de tratamentos odontológicos dentro de rigores técnicos e à prevenção de possíveis traumas psicológicos gerados pelo tratamento dentário nas crianças. 

A criança apresenta uma gama de peculiaridades como crescimento e desenvolvimento, biodinâmica, respostas orgânicas, comportamento cognitivo conforme sua idade. Essas peculiaridades fazem com que os métodos semiológicos e técnicas de exame físico tenham uma abordagem diferente da realizada no adulto, como por exemplo, técnicas anestésicas e protocolos de restaurações diferenciadas.

Assim, diante da importância das consultas em odontopediatria, a família tem a obrigação de, minimamente apresentar o bebê, a criança ou o adolescente a um dentista que, mesmo não sendo odontopediatra, ou ao menos apresente afinidade com a especialidade.

Pelo fato de a sociedade não reconhecer a importância da prevenção e promoção de saúde, ainda são difundidos mitos sobre a saúde bucal atribuídos à infância que cito abaixo e também procuro esclarecer:

1- “Ele tomou muito antibiótico, por isso ficou com os dentes estragados”:

A grande verdade é que as medicações para crianças muitas vezes precisam ter sabor agradável e em forma líquida, então para facilitar a aceitação o açúcar é inserido na fórmula, e ao ficar muito tempo desafiando o ph bucal os açúcares  levam à desmineralização dental aumentando o número de bactérias cariogênicas. E como a criança doente é mais sensível muitas vezes, os pais acabam deixando passar a limpeza da cavidade bucal, aumentando o tempo de risco para cáries;

2 – “A criança não precisa de pasta fluoretada’’:  A não ser que a criança apenas mame o leite materno e não se alimente de mais nada ok! Mas a partir dos primeiros dentinhos o flúor é sim indicado, sendo o segredo do uso a quantidade usada na escova. Crianças escovam os dentes toda vez que comem para poder prevenir o processo carioso? A Associação Americana de Odontopediatria recomenda que as crianças, a partir do aparecimento do primeiro dente, usem pasta de dentes fluoretadas com incidência a partir de 1100 ppm (partes por milhão) de flúor.

3 – “Não preciso tratar o dente de leite porque ele vai ser substituído’’. Mentira! Pois, se a lesão cariosa não for tratada, as bactérias presentes podem atingir o canal do dente de leite e contaminar o germe do dente permanente, causando uma infecção que pode se disseminar,como em qualquer adulto.

4 – “Após limpeza dental, é necessário que se faça aplicação de flúor nas crianças”: Nem sempre! Vai depender muito do perfil do paciente, hábitos de higiene bucal, dieta alimentar, motricidade da escovação, entre outros fatores.

5 – “Criança só usa aparelho quando começar a trocar os dentes de leite”: – Em alguns casos pode ser, porém não é mais aceitável apenas iniciar o tratamento com esta idade. Alguns problemas de má oclusão e mordida aberta o quanto antes iniciar o tratamento melhor. Hoje em dia temos aparelhos que nem mesmo precisam de uma  moldagem.

6 – “ Meu filho tem língua presa/anquiloglossia e precisa ser operado”: – A resposta é depende! Mesmo sabendo que o freio lingual não estica! 

Estes são apenas alguns exemplos das crenças que as pessoas têm sobre a odontologia infanto-juvenil. Assim como o nutricionista avalia o estilo de vida do paciente e seus gostos, o odontopediatra também precisa avaliar todo o estilo de vida da família e do paciente, além da saúde geral da criança. Existindo para cada paciente um plano a ser seguido, alguns mais simples e outros mais complexos. Porém, a prevenção dentro da odontopediatria é capaz de garantir para a família uma maior tranquilidade e adaptação para  futuras intervenções.

ISABELA KARSTEN MARQUES: Cirurgiã Dentista formada em Dezembro de 2015 pela Universidade do Planalto Catarinense. ODONTOPEDIATRA – CRO/SC 14683. Especialista em Saúde da Família e Comunidade. Atua na área técnica de saúde bucal do Estado de Santa Catarina e em consultório particular. Membro do grupo de Comissão de Políticas Públicas do CRO/SC. Atuando como consultora técnica do Ministério da Saúde no Departamento de Emergências em Saúde Pública.

Por Dr. Virgílio Pimentel Galvão

Redação
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Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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