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MPSC denuncia seis pessoas e converte em preventiva as prisões por suspeitas de práticas nazistas

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A denúncia da 40ª Promotoria de Justiça da Capital foi aceita pela justiça e agora os acusados são réus em ação penal pública. O grupo foi descoberto em decorrência de uma operação de tráfico de drogas em São Miguel do Oeste. A partir disso, a investigação chegou aos possíveis integrantes da célula nazista que atuavam nas cidades de São Miguel do Oeste, Joinville, Florianópolis e São José. Esta foi a segunda denúncia protocolada pelo MPSC em menos de uma semana. No início da semana, o MPSC denunciou uma possível célula em São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 40ª Promotoria de Justiça da Capital, ofereceu mais uma denúncia contra suspeitos por integrarem célula nazista e praticarem crimes de racismo e disseminação do ódio com uso de armas de fogo.  A denúncia, desta vez, envolve seis possíveis integrantes que agiam em São Miguel do Oeste, Joinville, Florianópolis e São José. Os envolvidos são réus na ação, já que a Justiça aceitou a denúncia neste sábado (17/12) e também, a pedido do Ministério Público, converteu as prisões temporárias em preventiva.  “Para garantir a ordem pública pedimos a conversão das prisões em preventivas”, explicou o Promotor de Justiça Rodrigo Millen Carlin. Eles são réus por supostamente cometerem crimes de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

A Polícia Civil chegou até a célula nazista depois de prender um dos réus em flagrante por tráfico de drogas na cidade de São Miguel do Oeste. Durante o flagrante e a apreensão de objetos foi descoberta a célula nazista em atividade. De acordo com as investigações o grupo – que tinha seus integrantes em São Miguel do Oeste, Joinville, Florianópolis e São José – chegou a se encontrar em um sítio no município de Biguaçu. No local realizaram uma série de discursos de ódio contra judeus, pronunciamentos em língua alemã e idolatrando Adolf Hitler, utilizando a bandeira com emblema da cruz suástica, cercados de misticismo nazista e realizações de rituais e até treinamentos paramilitares com porte ilegal de armas. O grupo registrava tudo em fotos, vídeos e conversas em aplicativos de mensagens.

Segundo a denúncia do Ministério Público “os vídeos e imagens reunidos mostram que todos os envolvidos estavam neste sítio prestando apoio àquelas condutas, estando vinculados subjetivamente na prática da discriminação, desrespeito e preconceito à religião judaica”.  Durante as investigações foi possível comprovar ainda, que este encontro foi marcado e divulgado na internet com a intenção de divulgação ao nazismo. Na casa de um dos acusados foram encontrados grande quantidade de material de cunho racista e nazista e ainda uma série de conteúdos de pornografia envolvendo crianças e adolescentes.

Com o grupo foram apreendidos celulares, notebooks, facas, roupas com símbolos nazistas, capacetes modelo da segunda guerra mundial, apostilas e livros sobre o tema, munições, armas de fogo e diversos materiais de ideologia nazista. De acordo com o Promotor de Justiça  “além de fotografias e vídeos do grupo cometendo atos de discriminação da religião judaica e contínua idolatria ao nazismo, veiculavam, ostentavam e difundiam símbolo que utilizava a cruz suástica para fins de divulgação do nazismo. Estavam também associados, de forma estável e permanente, para o fim específico de cometer crimes, sendo que a associação era armada”, aponta o Promotor de Justiça na denúncia.

Os seis réus estão presos preventivamente desde o dia 20 de outubro. A denúncia foi apresentada pela 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, com atribuição para atuar nos casos de crimes de ódio e racismo em todo o território catarinense.

Redação
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