NO FOLHACAST DESTA TERÇA-FEIRA JOSÉ SANTANA CONVERSA COM EDI GOMES, ADVOGADO E PALESTRANTE

Segundo o apresentador, Edi Gomes tem um grande histórico de superação

Edi Gomes é hoje um advogado, professor, palestrante, que, como disse o entrevistador José Santana, depois de ter comido, “o pão que o Diabo amassou”, deu a volta por cima e hoje realiza sua profissão com toda a dignidade e normalidade.

Quanto a essa frase “comeu o pão que o Diabo amassou”, Edi Gomes disse que muitas vezes teve que ressignificar esse detalhe – Apenas para ilustrar, “ressignificar” significa atribuir um novo significado ou um novo sentido a algo que já existe. É um processo de reinterpretação, onde se busca um novo olhar ou uma nova compreensão sobre algo que antes tinha um significado diferente – pois, disse ele, muitas vezes não havia nem esse tão falado “pão” amassado pelo capeta.

Gomes explicou que muitas vezes, quando faz suas palestras, procura incentivar as pessoas a não desanimarem quando a situação se encontra difícil, para que lutem, se reequilibrem, pois só com a persistência a situação de cada ser humano alcançará a melhora. Edi Gomes disse que sempre gosta de iniciar suas mensagens com uma passagem bíblica que diz: “nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus”.

– Eu inicio minhas palestras sempre com esta frase, depois, lá no final da palestra, eu explico qual é o contexto e o sentido dela.

Na sequência, curioso o entrevistador quis saber de seu entrevistado sobre a situação, ou situações pelas quais ele já havia passado, quando chegou a carregar lixo, passar fome, dormir na rua etc.

Edi Gomes disse que ainda pequeno teve muita dificuldade com a fala, era chamado de retardado e outras ‘cositas más’. “E isso durou até meus 20 anos de idade. Daí pra frente, eu, meu irmão e mais alguns colegas, resolvemos recolher lixo reciclável a fim de fazer algum dinheiro, utilizando para isso aqueles carrinhos com rodas de motoca, que vocês todos conhecem, que serviam para que conduzíssemos esse lixo recolhido até os locais de entrega. Pra você ter uma idéia, fui me alfabetizar aos 18 anos, explicou”.

Santana aproveitou essa deixa pra mandar um recado aos acomodados, que perdem tempo com coisas fúteis e depois acabam chorando sobre o leite derramado. José disse que o negócio é não se acomodar, não ficar esperando que as coisas caiam do céu, mas ir à luta. Pois só assim as conquistas aparecerão. “Façam como o Edi, que se alfabetizou com 18 anos, era meio gago, tinha dificuldade na fala, mas não desistiu. Quando sentiu que poderia dar uma virada em sua vida, foi em frente e hoje pode fazer suas palestras, contar sobre sua vida, suas lutas, e, principalmente, sobre suas vitórias”.

Na sequência da entrevista, Edi Gomes conta parte de seu histórico, faz um retrospecto sobre como tudo ocorreu para que ficasse na situação de calamidade que ele, sua família, e também outras famílias ficaram. Disse que tudo começou a ocorrer no ano de 1975 – quando o estado do Paraná foi afetado por uma forte “geada negra”, evento climático que acabou destruindo a monocultura do café (à época a principal cultura agrícola do estado – naquele tempo a soja ainda engatinhava no sul do País), obrigando os trabalhadores do setor cafeeiro a terem que se reinventar para sobreviver.

Gomes disse que aquela situação de calamidade ocorrida no estado, especialmente na região norte, fez com que muita gente abandonasse a região, inclusive ele, que primeiro veio para Curitiba, mas logo depois acabou, juntamente com a família, indo para São Paulo, onde acabaram morando na periferia, na favela.

Na capital paulista, trabalhando nas ruas, puxando carinho, sofrendo danos morais e físicos, Edi não se aventurou nem nas drogas, nem na bandidagem. Pelo contrário, acabou fazendo um somatório de tudo o que ocorria com ele e seus irmãos, e resolveu que iria mudar de vida, para melhor. E mudou, hoje é advogado e palestrante, em cuja jornada conta sua história e ajuda pessoas que também necessitam de ajuda a buscar novos caminhos para mudar de rota.

A entrevista desta terça-feira foi muito emocionante, cheia de nuances, o que nos faz pensar que nada ainda está perdido enquanto seres humanos. Pelo contrário, tudo ainda é possível. Basta querer, ter determinação e não desistir nunca!!!

Acesse este link e ouça a entrevista na íntegra: https://youtube.com/live/iMnr47yqe8o?feature=share

Da Redação

 

 

 

 

 

 

Redação
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