NOTA PÚBLICA: AUMENTO DE DEPUTADOS FEDERAIS É INCONSTITUCIONAL, IMORAL, ECONÔMICA E JURIDICAMENTE INJUSTIFICÁVEL

Mas os representantes do povo não estão nem aí para o caso

A ONG Olho Vivo de Santa Catarina, entidade da sociedade civil com atuação na promoção da cidadania, do controle social e da responsabilidade pública, vem a público manifestar sua oposição ao projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados que aumenta de 513 para 531 o número de parlamentares federais, e informar que tomará medidas jurídicas cabíveis para impedir que essa ampliação se concretize sem base técnica, jurídica e orçamentária, e em afronta direta à moralidade e ao interesse público.

FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA

A entidade promoverá, em conjunto com outras entidades interessadas, por meio de seu procurador jurídico José Braz da Silveira, a propositura de Ação Popular, com fundamento no artigo 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal, apontando:

  • Violação ao artigo 37 da Constituição Federal, por ferir os princípios da moralidade, razoabilidade e proporcionalidade administrativa. O aumento de cadeiras é desnecessário, desproporcional e destituído de base técnica ou censitária válida;
  • Violação ao artigo 1º da Constituição Federal, ao comprometer o princípio republicano e o equilíbrio da representação política entre os entes federados;
  • Grave infração à Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000), especialmente aos artigos 14 a 16:
  • Não foi apresentado qualquer estudo técnico nem estimativa de impacto orçamentário-financeiro;
  • As declarações de que “não haverá aumento real de custos” foram genéricas e sem comprovação documental;
  • A estimativa de gasto adicional é de R$ 64 a 65 milhões por vaga, totalizando mais de R$ 1,1 bilhão por legislatura.

ATUAÇÃO INSTITUCIONAL PARALELA

Comumente, a propositura será feita pela entidade por meio de seu procurador José Braz da Silveira. Contudo, para ampliar a responsabilização institucional e reforçar o controle constitucional, a organização, por meio de seu advogado, irá protocolar pedidos formais junto ao Conselho Federal da OAB e ao Ministério Público Federal, requerendo que ingressem com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF), com base nas inconstitucionalidades aqui apontadas.

ALERTA À SOCIEDADE

O Brasil enfrenta desigualdade social, crise fiscal e carência estrutural em serviços essenciais como saúde, educação e segurança pública. Nesse cenário, é inaceitável ampliar os gastos com a estrutura político-legislativa, já considerada uma das mais caras do mundo, sem justificativa técnica, controle orçamentário ou debate público qualificado.

REIVINDICAÇÕES DA ONG OLHO VIVO

  1. Que o projeto de lei não seja sancionado sem estudo técnico de impacto financeiro, conforme exige a LRF;
  2. Que o Poder Judiciário reconheça a lesão à moralidade e ao patrimônio público, com base na ausência de justificativas e no impacto bilionário não compensado;
  3. Que o STF, caso provocado por entidades legitimadas, declare a inconstitucionalidade da medida, preservando os princípios republicanos e a responsabilidade na gestão pública.

Santa Catarina, 29 de junho de 2025

ONG OLHO VIVO DE SANTA CATARINA

Controle social, cidadania e vigilância democrática

Procurador Jurídico:

JOSÉ BRAZ DA SILVEIRA, brasileiro, casado, advogado – OAB/SC 13.756

(Proponente da Ação Popular e autor dos pedidos formais ao MPF e à OAB Federal)

Redação
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