O DIA DA TROCA DE GOVERNO SE APROXIMA E COM ELE A BRIGA POR CARGOS AVANÇA

Nesse período muita gente que trabalhou nas campanhas fica de olho nos cargos

A briga por cargos nas prefeituras é um tema recorrente na política brasileira, principalmente após as eleições municipais. Ela reflete uma dinâmica de poder entre diferentes grupos políticos e interesses locais e pessoais. A seguir explicamos os principais aspectos desse processo.

Primeiramente falaremos sobre o contexto político que envolve as coalizões e as alianças eleitorais. Durante as campanhas, os candidatos a prefeito, frequentemente, acabam formando alianças com outros partidos, com lideranças locais e com a classe empresarial em troca de apoio político. Isto é natural! Mas, é após as eleições que começam as cobranças. É a partir daí que os prefeitos eleitos precisam cumprir as promessas feitas a esses aliados, o que inclui a distribuição de cargos em secretarias e outros órgãos municipais.

Não restam dúvidas de que as prefeituras são uma das principais fontes de recursos e influência política em muitas cidades. São elas (prefeituras) que oferecem centenas e até milhares de cargos, dependendo de suas populações. Por isso a distribuição de poder através dos cargos se faz necessária para o bom andamento dos trabalhos da própria administração que vai iniciar o comando do município. A nomeação de aliados para cargos estratégicos permite ao prefeito consolidar sua base de apoio e garantir a governabilidade. Até aí nada de mais. Mas é preciso estudar muito bem sobre os tipos de cargos em disputa e para quem distribuí-los.

Cargos como os de secretário de Saúde, Educação, Obras e Finanças são os mais cobiçados, pois administram orçamentos significativos e têm impacto direto nas políticas públicas. Já os cargos comissionados, cujas funções de chefia de departamentos e assessorias também são muito disputadas, pois oferecem salários atrativos e maior influência na gestão pública.

Em cidades maiores, autarquias e empresas municipais – como serviços de água, transporte e limpeza – são fontes de prestígio e recursos para os indicados. Geralmente esses trabalhos são realizados através de autarquias e empresas públicas. Mas aí também o prefeito deve estar muito atento para saber em que mãos ele pode confiar piamente.

O prefeito também precisa estar sensível aos conflitos que podem ocorrer entre aliados na disputa pelos cargos. Após as eleições, sempre pode haver disputas internas entre grupos políticos que apoiaram o prefeito, pois a quantidade de cargos disponíveis nem sempre atende a todas as demandas. E é aí que está o maior problema para o administrador que está iniciando, pois ele terá que travar uma batalha interna para entender como se dará sua escolha, se por critérios técnicos ou políticos. Sempre há uma tensão entre nomear pessoas com competências técnicas ou atender aos interesses políticos dos aliados. Isso pode comprometer a eficiência da administração pública.

Em alguns casos, a distribuição desses cargos acaba sendo usada para beneficiar grupos específicos, grupos interessados no desvio de recursos públicos ou simplesmente para priorizar interesses privados em detrimento do bem comum. Por isso, também aí o prefeito tem que estar sempre atento para não cair no erro, pois a corrupção e o clientelismo sempre se aproximam das administrações municipais com segundas intenções.

IMPACTOS PARA A GESTÃO PÚBLICA

Conflitos prolongados entre grupos políticos também podem dificultar a implementação de políticas públicas e a execução do orçamento municipal. A priorização de acordos políticos na escolha de cargos técnicos pode comprometer a qualidade dos serviços oferecidos à população pela perda de eficiência. Processos de indicação que não seguem critérios claros podem alimentar a desconfiança da sociedade em relação à administração pública, pela falta de transparência.

Algumas prefeituras têm adotado modelos que reduzem o número de cargos comissionados, priorizando os concursos públicos para preenchimento de cargos em funções técnicas. Para maior transparência, tornar públicas as indicações e os critérios para nomeação pode ajudar a combater o clientelismo e aumentar a confiança da população. Possíveis soluções para uma administração eficiente seria uma Reforma Administrativa. Mas esta é uma promessa de campanha que quase nunca é executada.

Quanto aos conselhos municipais, as audiências públicas e a participação popular são formas de fiscalizar a atuação dos gestores e reduzir os impactos negativos dessa disputa. Isto se chama “fortalecimento do controle social”, o que no final das contas contará pontos para o administrador.

Então, caros prefeitos eleitos que assumem a partir de quarta-feira (1º/1/2025), como foram suas escolhas para preenchimento dos cargos e funções estratégicas que irão auxiliá-lo nos próximos quatro anos? Espera-se que elas tenham sido feitas observando-se sempre os critérios de competência e capacidade, pois só assim os senhores serão bem assessorados, e o mais importante, vocês governarão com a certeza de que não haverá traições, nem X9, nem corrupção nos seus governos. É o que todos nós esperamos! Estaremos de Olho!

Por L. Pimentel

Portal Folha do Estado

Imagens: Internet

 

 

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