O QUE FAZER PARA MELHORAR O TRÂNSITO NA CIDADE DE ITAPEMA?

- Advertisement -

 

O TRÂNSITO CAÓTICO E A MOBILIDADE URBANA DE ITAPEMA

A cidade de Itapema faz parte de um ranking que mapeia os piores trânsitos do estado de Santa Catarina, quem sabe sendo o pior. A cidade ocupa posição de destaque quando nos referimos ao seu “trânsito caótico” com grande tráfego de veículos sem locais adequados para trafegar, para estacionar. Se fizermos um estudo, vamos entender quanto tempo uma pessoa gasta para percorrer 3 ou 4 km dentro da cidade. Apenas para se dar um exemplo, por aqui o motorista gasta vários minutos a mais para se deslocar, que em cidades como Birmingnan no estado do Alabama (Estados Unidos), onde houve um planejamento para facilitar a vida dos motoristas, inclusive com a construção de um emaranhado de viadutos entrelaçados (o segundo maior dos EUA – só perdendo para o de Los Angeles) onde o tempo gasto para deslocamentos internos é muito menor que o nosso aqui de Itapema.
Mas não precisamos ultrapassar fronteiras para explicarmos os nossos problemas, tampouco a situação experimentada com a BR-101 cortando a cidade de norte a sul, dividindo-a ao meio.
Em Brasília, por exemplo, só para se ter uma ideia, a mesma distância percorrida tem quase o mesmo tempo que Itapema, mesmo tendo uma população 20 e poucas vezes maior. Nesse caso, o fator planejamento urbano feito na capital do Brasil (e a falta dele por aqui) explica os problemas pelos quais Itapema e as outras cidades da região litorânea têm experimentado.
Como todos sabem, o crescimento de Itapema se deu de forma rápida. A expansão da cidade fez com que seu entorno entre os morros e o mar crescesse e se tornasse cada vez mais populoso – vide caso do bairro Morretes. O excesso de construções também causa problemas, construções estas que são feitas sem planejamento, sem se pensar na mobilidade urbana. São prédios cada vez mais altos em um espaço que não foi preparado para receber uma expansão tão significativa, deixando a vida de quem transita por aqui muito mais difícil.
Isso não quer dizer que o nosso crescimento econômico e o desenvolvimento da cidade são ruins, mas é preciso que olhemos para a expansão a partir da sustentabilidade. Só pra se ter uma ideia, hoje você anda pelo meio dessa inundação de prédios e não encontra um hidrante sequer. E todos sabemos que os hidrantes são essenciais em casos de sinistros. As calçadas também estão em estado de penúria. Ciclovias então, inexistem. O desenvolvimento é ótimo, mas, para ser sustentável e garantir a qualidade de vida da população, deve ser alinhado como um tripé: o desenvolvimento econômico, a proteção do meio ambiente e o olhar para a parte social, que inclui ciclovias, calçadas bem delineadas etc. Esses melhoramentos todos estão tendo o olhar apurado de nossas administrações?

Ao priorizar – apenas – as construções, o lado social é deixado de lado, o que inevitavelmente acarreta em um péssimo trânsito, com vias públicas estreitas que não acompanharam o desenvolvimento imobiliário e que refletem na saúde mental da população, aumentando o estresse, causando transtornos e perda da qualidade de vida.
A sustentabilidade defendida, portanto, é sobre o equilíbrio entre as partes, de modo que, quando os três pilares citados são considerados, a qualidade de vida aumenta, os problemas ambientais e de mobilidade urbana diminuem e o desenvolvimento econômico da cidade e do ramo imobiliário ficam garantido. É hora de o poder público, as empresas e a população dos centros urbanos mudarem a perspectiva, pois, com o crescimento desordenado, os problemas sociais e ambientais devem se multiplicar muito mais nos próximos anos, enquanto houver um espaço para aumentarem as construções.
Mais adiante vamos comentar sobre como poderiam nossos administradores projetarem a melhoria no tráfego da cidade, a circulação de veículos, os travamentos nos horários de pico etc. Também vamos abordar o tema “prédios vazios”, fato por demais conhecidos pela população itapemense. Se o tráfego de hoje já é muito ruim, imaginem na hora que todos esses prédios estiverem ocupados, cada morador com seu automóvel, etc. hein?

L. Pimentel – Jornalista

Redação
Redaçãohttps://www.instagram.com/folhadoestadosc/
Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
- Advertisement -
Must Read
- Advertisement -
Related News