O nacionalismo é a equação que tem alimentado o vírus da vaidade soberana das nações, as quais são responsáveis pela exploração desenfreada, causando destruição ambiental, pobreza, miséria, fome, guerras regionais e até global.
A paz mundial não pode ser mantida por tratados, diplomacia, política externa, alianças, equilíbrios de poder ou qualquer outro tipo de malabarismo improvisado com as soberanias do nacionalismo. A lei mundial deve surgir e ser aplicada pelo governo mundial — a soberania de toda a humanidade. O que isso quer dizer? Quer dizer que os estados continuarão com seus status de nação, povos e línguas.
Contudo, os assuntos locais serão tratados pelos governos locais; assuntos nacionais, pelos governos nacionais; os assuntos internacionais serão administrados pelo governo global. Neste mesmo pensamento geopolítico global, as nações ditas soberanas estão percebendo que não existe uma fórmula mágica para estabelecer a paz global: no entanto, não é uma questão de armamento ou desarmamento ou de poder nuclear. Vai muito além disso…
Nem a questão do recrutamento ou do serviço militar voluntário entram nessa equação sobre a manutenção da paz mundial. Se você tirar todas as formas de armamentos mecânicos modernos e todos os tipos de explosivos das nações fortes, elas lutarão com punhos, pedras e porretes enquanto se apegarem às suas ilusões do direito divino sobre a soberania nacional. Baseado nesta conjectura, sob o governo global, os grupos nacionais terão uma oportunidade real de realizarem e desfrutarem das liberdades pessoais de uma democracia genuína. A falácia da autodeterminação terminará.
Noutra visão geoeconômica, uma nova égide será estabelecida, senão vejamos, pelos estados independentes americanos temos um exemplo de organização macropolítico de estado-nação, que a paz está estabelecida entre os seus 50 estados, sobre um governo subdividido com estados independentes. (Esses americanos representam quase todas as religiões, seitas e cultos religiosos de todo o mundo, mas na América do Norte eles vivem juntos e em paz).
Em princípio as hegemonias e o multipolarismo foram necessários para combater o canibalismo, as selvagerias, os pactos de sangue, as tiranias, as ditaduras cruéis, para transladar os conceitos de civilidades que lentamente e de passo a passo foram sendo construídos poderes, os quais, as nações ditas soberanas passaram a usá-los como status civilizatório. Nesse momento da civilização, passos estão sendo propostos para implantação da soberania global, moeda única para dar um passo para o autogoverno, que será com a regulamentação global do dinheiro e do comércio, com a indústria como ferramenta de trabalho e distribuição de renda, ciência e tecnologias para todos, que verá chegar uma nova era de paz mundial.
Em breve também poderá evoluir uma linguagem global, e então haverá pelo menos alguma esperança de que algum dia teremos uma religião global – ou religiões com um ponto de vista global, fundada nos princípios da irmandade, um só Deus, uma só humanidade pautada na legitimidade, fraternidade e justiça. Se você anseia por liberdade — liberdade — você deve se lembrar de que todos os outros iguais a você também anseiam pela mesma liberdade – liberdade. Os tais defensores e amantes da liberdade não podem viver juntos em paz sem se tornarem subservientes a tais leis, regras e regulamentos que concederão a cada cidadão o mesmo grau proporcional de liberdade e, ao mesmo tempo, salvaguardarão um grau igual de liberdade para todos os seus semelhantes, ou seja, os iguais, igual aos iguais.
Se você deve ser absolutamente livre, então outro deve se tornar um escravo absoluto? E a natureza relativa da liberdade é verdadeira, social, econômica e politicamente correta. A liberdade é o dom da civilização possibilitado pela aplicação da LEI. “A segurança coletiva nunca proporcionará paz até que a coletividade inclua toda a humanidade”. Como digo neste artigo, não é questão de economia, de soberania, de recrutamento voluntário, de armas sofisticadas ou de alta tecnologia, resta notado com grau de saber que nada disso pode impedir os conflitos entre nações ou global. A soberania política do governo representativo da humanidade trará Paz duradoura na Terra, e a irmandade espiritual do homem assegurará para sempre a boa vontade entre todos os homens.
E não há outra maneira pela qual se possa assegurar a Paz na terra e a boa vontade entre os homens. Com a criação do BRICS e do Novo Banco de Desenvolvimento, (NBD), registra-se mais um passo para a declaração da multipolarização global, uma ação coordenada para pôr fim à hegemonia americana e reorganizar os organismos de controle global, os quais consequentemente caminharão para o fortalecimento e a expansão da ONU.
Promulgação da Constituição de Estados do Mundo, Banco Mundial, Moedas de troca entre países, transações multilaterais que se posicionarão junto às organizações do Mercado Mundial da Indústria e Comércio, (OMC), e controle da humanidade, através da (OMS), este arcabouço de ferramentas desenhada deverá de ser implementado desde já, e ao longo das próximas décadas para assegurar sustentabilidade ambiental, direitos humanos/dignidade, controle demográfico, alimentação para todos, direito ao trabalho/lazer, saúde/espiritualidade, transporte/acessibilidade e distribuição de renda/IDH, legalidade e justiça global.
Uma mente evoluída espiritualmente e de grau elevado de civilidade, não se permite pensar apenas em seu (umbigo) ou na sua ilha isolada, em um mundo globalizado, mas pavimentando caminhos para a acessibilidade instantânea em todos os setores, seja o primário, secundário, terciário ou de sustentabilidade global.
Por José Santana
Jornalista e consultor em Gestão Pública e Empresarial
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NR:O profissional em Gestão pública pode ocupar cargos em ministérios, secretarias, agências federais e no poder executivo em geral, além de trabalhar em ONGs em grupos empresarias. Também há espaço em fundações e empresas privadas que possuem projetos em parcerias com o poder público.

















