ORIENTE MÉDIO: UMA HISTÓRIA DE ANTES DO CRISTIANISMO

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RELEMBRE UM POUCO DA HISTÓRIA

Por L. Pimentel

As guerras no Oriente Médio, especialmente as guerras religiosas, são fatos que vêm de longa data, e que até os dias atuais prosseguem sem uma solução definitiva. Lembrando: “A Guerra do Yom Kippur foi um conflito armado ocorrido em 1973, envolvendo israelenses e árabes na região próxima ao canal de Suez, na fronteira do Estado de Israel com Egito. Os israelenses construíram uma linha de fortificações em Suez para garantirem a proteção dos territórios conquistados na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Egito e Síria se opuseram a tal ação e entraram em conflito com Israel, em 6 de outubro de 1973, data do início do feriado judeu do Yom Kippur, ou seja, o “dia do perdão”. Essa guerra teve como principal consequência a Crise do Petróleo, que causou sérios problemas econômicos para os países ocidentais aliados de Israel nos anos 1970 e 1980.” O Hamas aguardou 50 anos para se vingar, e, exatamente no dia em que esta data era lembrada, de surpresa, atacou Israel cujas consequências são inimagináveis, com o conflito podendo se alastrar para outras regiões. Para lembrar acontecimentos históricos, que tivessem tido desfecho diferente, poderíamos não ter tido a oportunidade de viver o Cristianismo, o Islamismo e até o Judaismo. Recorde:

Os guerrilheiros israelitas se agitavam em seu esconderijo na montanha. Um exército de sírios desavisados fervilhava na planície abaixo. A emboscada estava pronta. E assim começou a primeira luta pela liberdade religiosa há mais de dois mil anos.
A crise ocorreu em 168 a.C., quando Antíoco Epifânio determinou impor a religião do Estado por todo o seu reino. Ele enviou patrulhas à Palestina para promover o culto pagão. Construiu uma estátua para o ídolo Júpiter no Templo de Jerusalém. Não satisfeito com a ofensa, ainda cometeu o grande sacrilégio de sacrificar suínos no altar do Templo.
Todos os que negavam a sua fé eram mortos. Jerusalém estava desassossegada. As coisas fervilhavam quando Matatias, um velho sacerdote, desafiou a ordem de um oficial sírio, de ajoelhar-se diante do altar pagão. Em vez disso, desembainhou a espada e matou seu algoz. Em seguida, fugiu com seus cinco filhos. E, muito embora Matatias tivesse morrido, seus filhos, liderados por Judas, prometeram guardar a fé.
Judas Macabeu montou um exército mal equipado, mas heróico, de combatentes pela liberdade de consciência, dispostos a lutar até a morte. Seus três anos de lutas marcaram o primeiro uso bem-sucedido das táticas de guerrilha, com emboscadas, ataques noturnos e retiradas rápidas. Em número bem menor e com pouquíssimas armas, a causa parecia perdida. Mas, seu líder continuava firme. “Coragem”! Animava ele. “Em relação ao Céu não faz diferença sermos mortos por muitos ou por poucos”. Corajosamente os israelitas atendiam ao desafio de seu líder.
Antíoco reuniu o exército para esmagar a revolta, mas os sírios foram derrotados. Sem se intimidar, Antíoco enviou mais tropas, mas os intrépidos israelitas venceram novamente. Depois, houve a invasão de um exército ainda maior. Tão certos estavam da vitória desta vez, que levaram consigo mercadores de escravos para prender o inimigo vencido. Judas encontrou-se com este exército perto da cidade de Emaús e o colocou em fuga, capturando armas e suprimentos suficientes para equipar 10 mil soldados.
Na última e decisiva batalha, em 165 a.C., um bando de milhares de israelitas derrotou um exército de 47 mil soldados da Cavalaria, Infantaria e lanceiros em elefantes. Jerusalém estava salva. Os alegres vitoriosos limparam o santuário e re-dedicaram o Templo. Até hoje, em todos os invernos esta libertação é celebrada no festival de oito dias do Hanukkah.
Você sabia que a existência futura do Cristianismo esteve em perigo durante toda essa crise? A vitória dos israelitas sobre Antíoco preservou a herança religiosa do Deus único, para ser levada por todo o globo pelo Cristianismo, Judaísmo e Islamismo.
Não há a menor dúvida de que nós, cristãos, devemos muito à herança judaica. Nós adoramos o mesmo Deus e seguimos as mesmas escrituras hebraicas. Quando perturbados, encontramos conforto nos mesmos salmos. As crianças judaicas e cristãs se deliciam com as mesmas histórias de Davi, Golias, Daniel na cova dos leões, a corajosa e bonita rainha Ester. Honramos os mesmos pais na fé; Abraão, Moisés, Elias e muitos outros. Até defendemos valores idênticos baseados nos 10 Mandamentos de Deus, dados a Moisés. Sim, os crentes, judeus e cristãos partilham muita coisa em comum em suas religiões.
 Graças a Deus!

Redação
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Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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