Pomerode: Sem lactose, com aroma de cebola e muito cremoso: como é o queijo brasileiro listado entre os melhores do mundo

Queijo Morro Azul, de Pomerode, entrou para a lista de melhores do mundo em 2026 pela Culture Magazine, uma das revistas mais respeitadas sobre o setor queijeiro dos Estados Unidos

Queijo Morro Azul, produzido em Pomerode, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, entrou para a lista de melhores do mundo em 2026 pela Culture Magazine. Conhecido pela alta cremosidade, o queijo é produzido artesanalmente e passa por 20 dias de maturação, fase em que ele desenvolve sabor, aroma, textura e identidade. Segundo Juliano Mendes, sócio da Vermont Queijos Especiais, o queijo é bastante suave nos primeiros dias, ganhando maior intensidade de sabor e aroma 30 dias após a produção, quando notas aromáticas e amanteigadas, mofadas e de cebola e alho são predominantes.

Um queijo premiado internacionalmente e produzido em Pomerode, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, entrou para a lista de melhores do mundo em 2026 pela Culture Magazine, uma das revistas mais respeitadas sobre o setor queijeiro dos Estados Unidos.

Conhecido pela alta cremosidade, o queijo Morro Azul, como é chamado, é produzido artesanalmente e passa por 20 dias de maturação, fase em que ele desenvolve sabor, aroma, textura e identidade – e em que toda a sua lactose é eliminada naturalmente.

Segundo Juliano Mendes, sócio da Vermont Queijos Especiais, o queijo é bastante suave nos primeiros dias, ganhando maior intensidade de sabor e aroma 30 dias após a produção, quando notas aromáticas amanteigadas, mofadas e de cebola e alho são predominantes.

– A cebola e alho são aromas que surgem naturalmente, furto da fermentação, tipo os aromas de vinhos – comenta.

Ele e o irmão, que já comandaram uma marca de cerveja, agora lideram a queijaria. Os empresários afirmam que fazem o que gostam de degustar.

A lista foi publicada em 9 de janeiro. O produto catarinense aparece na seleção de queijos feitos a partir do leite de vaca e é o único do Brasil.

É FEITO DE QUÊ?

Queijo Morro Azul está em lista de melhores do mundo – Foto: Divulgação

O Morro Azul, de acordo com Juliano, leva apenas os ingredientes básicos de produção de queijo: leite, cálcio e fermentos lácteos.

Após passar por um processo de produção voltado para a retenção de umidade alta cremosidade, o queijo é salgado e, posteriormente, envolto em um anel de carvalho, que garante estrutura e ajuda na composição do aroma e sabor.

– Na maturação, enzimas e microrganismos atuam sobre proteínas e gorduras, transformando a massa. O queijo perde umidade, ganha complexidade de sabores, muda de textura e pode formar casca ou mofos característicos. Temperatura, umidade e tempo definem o resultado final – explica.

DE ONDE VEM O NOME?

O nome Morro Azul faz referência a um dos cartões-postais de Pomerode, que oferece vista panorâmica da cidade e ganha tons de azul com a floração das hortênsias na primavera e no verão.

COMO HARMONIZAR?

Cerveja: Por ser um queijo muito cremoso e de média intensidade, pede cervejas de baixo amargor, com notas mais maltadas que lupuladas. Segundo Juliano, o ideal é harmonizar com Kölsh, Helles, Pilsen, Weizenbier, Helles Bock, Strong Golden Ale e Tripel.

Vinho: O produto harmoniza bem com vinhos brancos, secos, refrescantes, como o Pinot Gris, Chablis, Viognier – além de espumantes secos.

Por ser bem cremoso, o Morro Azul pode ser apreciado sobre pedaços de pão. Pode ser aquecido no forno ou no microondas para uma cremosidade ainda maior. É muito bem acompanhado de geleias de frutas ou mel.

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Por Sofia Mayer, g1 SC

 

Redação
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