DEFESA CIVIL ALERTA PARA VOLUMES ALTOS DE CHUVA NO RS

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu na noite de terça-feira (21) um novo alerta para chuvas intensas no estado, com volumes que podem ficar entre 120 mm e 150 mm na metade sul do estado para os próximos dois dias. 

Projeto de restauração da Ponte Hercílio Luz: pode ser ‘‘fonte da corrupção’’

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O MPTC também comparou os gastos com os de obras semelhantes. A Ponte de Laguna, com dois quilômetros de extensão a mais que a Hercílio Luz, custou R$ 597 milhões. Já a ponte JK, em Brasília, foi erguida com R$ 160 milhões que, corrigidos para hoje, chegaria a R$ 360 milhões, mesmo com as suspeitas de superfaturamento que recaem sobre o projeto. Foto: Eduardo Valente/AGP

Florianópolis/SC: Os trabalhos que são realizados na última etapa das obras da Ponte Hercílio Luz foram apresentados na primeira reunião da comissão que foi especialmente montada para acompanhar das obras de restauração e revitalização da estrutura. O encontro aconteceu na manhã desta quinta-feira, 28, em Florianópolis. “A intenção é dar transparência às ações executadas nesta última etapa de obras da ponte até a sua finalização. É necessário unificar as informações para que as entidades representadas nesta comissão acompanhem e possam debater o passo a passo desta tão importante obra de Santa Catarina”, informou o presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura, Wanderley Agostini.
A comissão, instituída pelo decreto nº 642, do Governo do Estado, é composta  por representantes do Deinfra, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (Crea/SC), pelas associações Catarinense de Engenheiros (Ace), Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), Catarinense de Consultores de Obras Públicas (Accop) e Fundação Catarinense de Cultura (FCC). “Vamos no reunir a cada 30 ou 60 dias, informando as medições e qualquer alteração que ocorra”, explicou o consultor executivo de Infraestrutura do Deinfra, Cleiton Bortoluzzi.
A obra de restauração da Ponte Hercílio Luz está na última etapa e será executada pelo Grupo Teixeira Duarte. O trabalho está orçado em R$ 262,9 milhões, com prazo de execução previsto em 30 meses. O contrato foi assinado em março, e a ordem de serviço foi entregue no dia 18 de abril.
“Hoje, a última etapa da revitalização está em fase inicial. O grupo está fazendo de montagem do canteiro de obras, que deve estar concluído em cerca de 30 dias. Ainda não conseguimos visualizar a obra porque os funcionários estão se mobilizando e trazendo os equipamentos. Daqui a alguns dias, a comunidade já vai ter a oportunidade de ver a movimentação de homens e mais equipamentos na ponte”, disse Agostini.
O presidente do Crea/SC, Carlos Alberto Kitta Xavier, destacou que a comissão formada dá transparência e credibilidade à execução dos trabalhos. “Entendemos que nós, do meio técnico, estamos aqui para auxiliar o Deinfra nas questões inerentes à estrutura da ponte. Percebemos que o projeto foi muito bem elaborado”, afirmou.

O que será feito na Ponte Hercílio Luz
Durante a reunião, o engenheiro do Grupo Teixeira Duarte, José Luiz Silva, explicou sobre o que será feito na obra para a restauração da ponte. Os trabalhos preparatórios se iniciam com a montagem do canteiro de obras e gruas e com a desmontagem da estrutura existente.
Após essa etapa, serão feitas as instalações de macacos hidráulicos para transferência de cargas. Dentro desta fase, está o estaiamento provisório das torres principais, reforço das fundações dos pilones e torre dos viadutos, reforço do tabuleiro do vão pênsil, montagem de pórticos provisórios para substituição das barras de olhal, instalação de macacos hidráulicos e a transferência de cargas (para estruturas provisórias).
Outra etapa é o reforço da estrutura central da ponte, com a desmontagem de barras de olhal e pendurais, reforço de maciços de ancoragens e fundações, substituições de aparelhos de apoio e selas das torres e reforço da treliça do tabuleiro central do vão pênsil.
Em seguida, a montagem de novas barras de olhal e pendurais, transferência de carga definitiva e desmontagem de macacos hidráulicos. Após, serão feitos as desmontagens de pórticos provisórios e a montagem do novo pavimento. Ainda haverá a desmontagem de torres provisórias de sustentação e do canteiro.

Há mais de três décadas interditada e ainda longe de ser reaberta ao trânsito, a Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, já concentra um gasto com  REFORMAS de R$ 563 milhões em recursos públicos. Para conhecimento do absurdo, e da “sacanagem” destes governadores do estado que sempre fizeram mal emprego do dinheiro público sem qualquer critério, é necessário um olho clínico sobre as intenções do malfado decreto Lei.

Ponte Hercílio Luz: ‘‘A fonte da corrupção’’

Ponte anita
A ponte Anita Garibaldi, construída em menos de “TRÊS ANOS”, custou R$ 774.369.322,71.

Paralelo: Para relembrar os catarinenses a ficarem de Olho Aberto,  vamos a um exemplo, a construção da ponte Anita Garibaldi, construída em menos de “TRÊS ANOS”, custou R$ 774.369.322,71. Enquanto as obras de reformas da ponte Hercílio Luz é um túnel avassalador de consumo de dinheiro público, estão a trinta anos reformando a ponte, consumiram cerca de R$600 milhões, e agora, querem mais R$300 milhões!??

O período da reformas e do sumiço dos recursos do povo,   abrangem 11 governadores estaduais e 16 contratos. Os dados resultaram de uma investigação do  Ministério Público de Contas (MPTC), que encaminhou os documentos para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pediu providências como a criação de um plano de contingência e o aviso aos moradores dos arredores da estrutura de que há perigo iminente e risco de um colapso.

O MPTC também comparou os gastos com os de obras semelhantes. A Ponte de Laguna, com dois quilômetros de extensão a mais que a Hercílio Luz, custou R$ 597 milhões. Já a ponte JK, em Brasília, foi erguida com R$ 160 milhões que, corrigidos para hoje, chegaria a R$ 360 milhões, mesmo com as suspeitas de superfaturamento que recaem sobre o projeto.

Em reportagem ao jornal DC Catarinense, o procurador Diogo Ringenberg, responsável pelo trabalho, afirma no documento que “os valores até então investidos na manutenção e recuperação da estrutura, muito pouco repercutiram em favor da sociedade catarinense. Depois de tantos anos e muito dinheiro público comprometido, nada mudou. A precariedade da conservação da ponte é potencialmente a mesma de 1980”. Adiante arremata: “É forçoso concluir que a gestão pública das obras destinadas a devolver ao uso a ponte é fortemente marcada pelo irrazoável e ilegítimo”.
O procurador se baseou em estudos realizados pela Associação Catarinense de Engenheiros e declarações de empresas que trabalharam na ponte, além do próprio Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), que já advertiram para a possibilidade de um colapso.

Para o presidente da Olho Vivo, José Santana, “Disse ao tomar conhecimento do Decreto n. 642. que criou a Comissão, estranha pelo fato de constar na comissão nenhum membro do Ministério Público do Trabalho e da Moralidade Pública e de membros da sociedade organizada, a exemplo um ou dois representantes da Assembleia Legislativa e da Câmara Municipal de Vereadores de Florianópolis, uma vez que já pesa contra a reforma denúncias gravíssima de que recursos teriam sido desviados, sobre a tutela dos agentes públicos, ora sempre os aclamados por supostas Comissões para “inglês ver”, que a grosso modo é suspeita e não possuem legitimidade para fiscalizar o emprego de projetos e muito menos do dinheiro do contribuinte, estudamos pedir a impugnação dessa Comissão ao Ministério Público do Estado.

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Redação
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