SUS É COISA NOSSA MESMO? QUAIS PAÍSES TÊM SISTEMA DE SAÚDE PARECIDO?

O SUS brasileiro é na verdade um dos principais programas de saúde gratuita do mundo

Programa Nacional de Imunizações, do Brasil, é grande referência mundial – Imagem: Gabriela Biló/Folhapress.

Com acesso gratuito, universal e integral, o SUS é um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo. Ele é elogiado por estrangeiros atendidos no Brasil, e algumas de suas políticas são referências internacionais, como o PNI (Programa Nacional de Imunizações).

No mundo, outros países adotam sistemas de saúde parecidos, que variam um pouco em relação ao modo de financiamento e gestão. Mas também se baseiam em princípios de universalidade, integralidade e equidade. Confira alguns deles, com informações obtidas nos sites oficiais dos governos de cada país.

REINO UNIDO

O NHS (sigla em inglês para Serviço Nacional de Saúde) nasceu em 1948. É um dos mais antigos sistemas de saúde pública do mundo e serviu de inspiração para o SUS. Com os mesmos princípios de universalidade, integralidade e gratuidade, na maior parte, ele funciona de forma descentralizada e hierarquizada.

A porta de entrada é por meio de um médico generalista. Ele analisa o caso, pede exames, prescreve remédios e encaminha para especialista se for preciso. Em nível local, clínicas se unem para formar a rede de atenção primária, compartilhando recursos e trabalhando em cooperação. Mas alguns serviços, como óticos e odontológicos, podem ser pagos.

Para serviços de emergência, as pessoas podem ir direto aos hospitais. Para atendimento não emergencial, o número 111 está disponível para avaliar a condição da pessoa e direcionar para o atendimento adequado. O NHS é financiado pelo governo, por meio da arrecadação de impostos.

CANADÁ

O Medicare canadense é um sistema de saúde universal financiado por impostos. O governo federal define e administra os padrões nacionais de cuidados e transfere os recursos para territórios e províncias. São estes que decidem quem se qualifica para receber o seguro saúde público.

Cada província e território também determinam os serviços que serão cobertos. Mas todos oferecem atendimento básico que inclui hospitalização, atendimento médico e alguns serviços cirúrgicos e odontológicos. Quando não coberto, o serviço é pago.

Existe uma cobertura adicional para idosos, crianças e pessoas que recebem assistência social. Ela ajuda a pagar por serviços que não são totalmente cobertos pelo sistema público, como atendimento domiciliar, cuidados com a visão e dentários, medicamentos prescritos e serviços de ambulância.

PORTUGAL

O SNS (Serviço Nacional de Saúde) foi criado em 1979. O objetivo é democratizar o acesso à saúde de forma universal, mas não totalmente gratuita. O médico de família é um dos pilares do atendimento, que atua com prevenção, diagnóstico e tratamento, além de encaminhar para especialidades.

Sistema cobra taxas moderadoras. Os valores mudam de uma região para outra e podem ser consultados e comparados no site do governo. Pessoas de baixa renda podem pedir isenção do pagamento e há subsídios para determinados grupos -gestantes, por exemplo, têm direito a consultas gratuitas de acompanhamento.

AUSTRÁLIA

Também chamado de Medicare, o serviço é universal, total ou parcialmente gratuito. O sistema é financiado por taxas que variam de acordo com a renda dos residentes. O valor corresponde a cerca de 2% da renda tributável, que é paga anualmente como parte do imposto de renda.

O serviço oferece consultas, medicamentos e cuidados em saúde mental. Se o médico faz uma cobrança em massa, o Medicare paga o custo diretamente ao profissional. Do contrário, o paciente paga e pode pedir reembolso parcial.

ESPANHA

O Sistema Nacional de Salud é um modelo universalista financiado por impostos. A maioria dos serviços são gratuitos, mas também há uma vertente de atendimento privado. Ele é descentralizado e cabe às comunidades autônomas do país fazer a gestão da assistência.

O fluxo de atendimento é semelhante ao SUS e demais sistemas. Um médico de família faz o primeiro atendimento na atenção primária e dá encaminhamento a especialistas se for necessário. Casos de urgência são gratuitos, e o acesso a medicamentos é pago em casos específicos, com valores que podem ir de 10% a 40% do preço de varejo.

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Texto: Ludimila Honorato

 

 

 

 

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