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UNITED STATES: COINCIDÊNCIAS HISTÓRICAS NÃO SERIAM TOTALMENTE REAIS

Você com certeza já ouviu sobre as coincidências bizarras na morte de dois presidentes dos EUA

Os assassinatos de Abraham Lincoln e John Fitzgerald Kennedy estão entre os eventos mais marcantes da história. Apesar de separados por quase 100 anos, eles guardam coincidências impressionantes.

Lincoln foi eleito pelo Congresso em 1846. John Kennedy foi eleito pelo Congresso um século depois, em 1946. Lincoln se tornou presidente em 1860. John F. Kennedy se tornou presidente em 1960.

Os dois foram assassinados com um tiro quando estavam ao lado de suas esposas. Lincoln foi assassinado em um teatro (Ford’s Theatre). Kennedy morreu em um carro da marca Lincoln fabricado pela Ford.

Lincoln foi morto por um atorzinho de terceira, chamado John Wilkes Booth. Kennedy foi morto por Lee Harvey Oswald – sobre quem houve muita especulação, mas ninguém soube da verdade. Os dois assassinos foram mortos antes de serem julgados. Os dois têm nomes compostos de três palavras e 15 letras.

Após a morte do presidente Abraham Lincoln quem assumiu a presidência foi Andrew Johnson, nascido em 1808. Após a morte de Kennedy quem assumiu foi Lyndon B. Johnson, nascido em 1908.

MAS, APESAR DESSAS COINCIDÊNCIAS…

As mortes de Lincoln e Kennedy foram estudadas e reestudadas, ficando constatado que elas não passam, em sua grande maioria, de lendas urbanas, com muitas delas baseadas em desinformação e numerologia, não refletindo fatos precisos. Apesar de parecerem impressionantes, os exames críticos, como os feitos por Martin Gardner, já apontavam para a manipulação de datas e outros detalhes. A lista de “coincidências”, que se espalhou a partir de 1964, foi amplamente desmistificada por agências como o Snopes e por artigos em publicações científicas, que a consideram um produto do acaso, embora a lenda continue a fascinar muita gente até os dias atuais.

Alguns folcloristas urbanos postularam que a lista forneceu uma maneira para as pessoas darem sentido a dois eventos trágicos na história americana, buscando padrões. Gardner e outros disseram que é relativamente fácil encontrar padrões aparentemente significativos relacionando quaisquer duas pessoas ou eventos. O fenômeno psicológico da apofenia – definido como “a tendência a perceber ordem em configurações aleatórias” – foi proposto como uma possível razão para a popularidade duradoura das listas. 

A maioria dos itens listados acima são verdadeiros, como por exemplo o ano em que Lincoln e Kennedy foram eleitos presidentes, mas isso não é tão incomum, visto que as eleições presidenciais norte-americanas são realizadas apenas a cada quatro anos. Alguns dos itens são simplesmente falsos: por exemplo, Lincoln nunca teve um secretário chamado Kennedy; os secretários de Lincoln eram John Hay e John G. Nicolay. No entanto, o lacaio de Lincoln, William H. Crook, aconselhou Lincoln a não ir naquela noite ao Ford’s Theatre. David Mikkelson, do Snopes, aponta muitas maneiras pelas quais Lincoln e Kennedy não correspondem, para mostrar a natureza superficial das supostas coincidências: por exemplo, Lincoln nasceu em 1809, Kennedy em 1917. Lincoln e Kennedy foram eleitos em 60, mas Lincoln já estava em seu segundo mandato quando foi assassinado; Kennedy não. Além disso, nem os anos, meses nem as datas de seus assassinatos correspondem. Embora ambos tenham sido baleados nas sextas-feiras, Lincoln não morreu devido aos ferimentos até o sábado. John morreu no mesmo dia.

Da Redação

 

 

 

 

 

 

 

 

Redação
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Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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