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VAI VIAJAR NO CARNAVAL? CONHEÇA OS TRECHOS MAIS PERIGOSOS E AS ESTRADAS EM PIOR ESTADO NO PAÍS

Diante do crescimento do fluxo nas rodovias por causa do feriado, a PRF vai aumentar a fiscalização até o dia 6 de março

Rodovia em trecho da Serra do Mar entre Paraná e Santa Catarina — Foto: O Globo.

Os motoristas que resolveram viajar durante o carnaval terão de tomar mais cuidado com 91 trechos perigosos nas rodovias federais, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), e 20 rodovias estaduais que estão em péssimo estado, de acordo com o Guia Viagem Segura 2025, da Confederação Nacional do Transporte. Diante do crescimento do fluxo de veículos nas estradas por causa do feriado, a PRF vai aumentar a fiscalização até o dia 6 de março.

Os 91 trechos selecionados como os mais perigosos nas BRs pela Polícia Rodoviária registraram o maior índice de acidentes graves entre 2017 e 2024. Os trechos mais críticos cortam sete estados: Santa Catarina (22), Minas Gerais (16), São Paulo (11), Paraná (10), Rio de Janeiro (10) Pernambuco (7) e Bahia (3). No site do GLOBO, um mapa interativo identifica estes pontos por estado. Outros pontos mapeados pela PRF que também apresentam maior risco estão no Distrito Federal, Goiás, Paraíba, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

– Mapeamos, nesses pontos, ocorrências que nos dão uma probabilidade de 50% de ocorrer novamente – alertou o diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Oliveira.

A PRF está mobilizando 2,7 mil policiais para a operação especial de carnaval, mas o efetivo pode chegar a 3 mil agentes nos dias e horários considerados de maior fluxo de veículos durante os quatro dias do feriadão. O uso de drones e radares e equipes em pontos estratégicos estão incluídos no planejamento da corporação.

73 MIL ACIDENTES

Na foto, Chegada a Florianópolis.

Um estudo sobre segurança nas estradas feito pela CNT apontou cerca de 73 mil acidentes nas rodovias federais no ano passado, com aproximadamente 6 mil mortes. O total de feridos chegou próximo a 84 mil. Segundo o guia elaborado pela confederação, a colisão é o tipo mais recorrente de acidente e no ano passado, ultrapassou o número de 44 mil nas estradas federais, correspondendo a pouco mais de 60% das ocorrências. Saída de pista, capotamento ou tombamento e atropelamento seguem na lista. Já a reação tardia ou ineficiente do condutor é a causa mais recorrente dos acidentes, totalizando cerca de 11 mil ocorrências.

A BR-101, que passa pelos estados do litoral brasileiro do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte, foi a rodovia que registrou mais acidentes no período estudado pelo Guia Viagem Segura 2025 – entre novembro de 2023 e outubro de 2024 – com 12.654 ocorrências, o correspondente a 17,4% dos acidentes. A BR-116, que vai do Rio Grande do Sul ao Ceará, foi a via com maior número de mortes, chegando a 781, ou 13% do total.

– As pessoas se preocupam muito com o veículo e documentação, mas esquecem do condutor. O cansaço é responsável por 30% das mortes em rodovia. É muito importante que o motorista esteja descansado, evite dirigir à noite, respeite as sinalizações de trânsito e procure revezar o volante, com o carro em condições ideais – afirma Rodolfo Rizzotto, coordenador da ONG SOS Estradas.

– Nossas estradas são precárias, ainda que tenham melhorado muito ao longo dos anos. O grande perigo das vias são os condutores. Precisamos combater a impunidade com tecnologia para fiscalização — avalia.

O estudo da CNT concluiu que as piores estradas do Brasil são estaduais. Foram classificadas como péssimas 20 delas no Guia Viagem Segura. O Nordeste é a região com o maior número de trechos precários.

Pernambuco lidera o ranking com as rodovias PE-545, PE-096, PE-177 e PE-126. Na listas também são citadas estradas da Paraíba (PB-400), do Rio Grande do Norte (RN-118), do Rio Grande do Sul (RS-153, RS-471, RS-481 e RS-640) e do Rio de Janeiro (RJ-155). A avaliação leva em conta problemas no pavimento e na sinalização, além de deficiência na geometria da via. O site do GLOBO também mostra em outro mapa onde estão estas vias mais problemáticas.

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Por Luis Felipe AzevedoMarcelo Remigio – Rio de Janeiro

 

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