Observe as quatro principais dificuldades da Direita para este ano
1º – Fragmentação interna: Michelle, Tarcísio, Flávio, Ratinho, Caiado e Zema, cada qual puxando a brasa para o seu lado, resultando numa “direita rachada”. Assim não dá pra ganhar a eleição. O Bolsonarismo, como todos sabem, não é um bloco único, mas sim, fragmentado, cheio de contradições, e está completamente desorientado por “Questões de EGO”.
Número 2: Dependência de Bolsonaro. Todos querem a benção do ex-presidente. Só que há uma questão verdadeira nisso tudo que poucos sabem, mas que incomoda bastante, o voto. E voto é uma coisa que não se transfere automaticamente. Muito menos agora com a atual situação de Jair Bolsonaro, que está preso e inelegível até 2060.
Número 3: Falta de um projeto razoável para o País. A Direita não tem nenhum projeto para melhorar a vida dos brasileiros. Ela se apresenta apenas como “anti-PT” e foca em narrativas para se opor ao governo Lula. Havia certa esperança com Trump, que não se confirmou. Muito pelo contrário, até se complicou. A Direita não tem projeto para a Economia, nem para a Segurança Pública, nem para a Educação. E isso é mau… muito mau!
Número 4: Incapacidade para dialogar com os eleitores do centro e com os indecisos, que são aqueles que podem definir uma eleição. A Direita há muito tempo está presa a discursos ideológicos rígidos, que ecoam apenas no eleitorado bolsonarista radical, afastando quem busca o equilíbrio e a pacificação do País com soluções mais práticas para os problemas das pessoas. Mesmo assim, essa gente que antes até confiava, começa a ficar de saco cheio com tantas baboseiras que os radicais andam colocando nas redes sociais, e levantando questões esdrúxulas dentro do próprio Congresso, como vimos por várias vezes em 2025, etc…
Resumindo: A Direita está, até aqui, sem força e sem rumo para as eleições deste ano. E ela não perde apenas para a oposição, perde para ela própria. Enquanto não unificar discurso, projeto e candidaturas concretas, a direita vai continuar brigando internamente e assistindo a eleição passar, como disse no início, com cada um querendo puxar a brasa pro seu assado. O que, diga-se a bem da verdade, não interessa para o bem-estar do País.
E ainda por cima, por essa os bolsonaristas não esperavam. Vai ter muita gente perdendo o sono e com muita dor de cotovelo. É que Donald Trump convidou Lula para integrar o tal ‘Conselho de Paz’ que vai tratar do conflito e da reconstrução de Gaza. Apesar de…
O convite oficial chegou à embaixada do Brasil em Washington. E preste atenção nesses detalhes importantes. Lula não pediu, não implorou, nem se humilhou. Ele foi convidado porque o mundo o reconhece como um dos maiores líderes diplomáticos da atualidade. Isso porque o presidente brasileiro inspira credibilidade, respeito e diálogo, e por ter um histórico real de construção da paz.
Lula representa hoje aquilo que o mundo precisa: ‘Diplomacia de verdade’, conversa séria. Respeito entre as nações. E é aí que dói, porque o líder do bolsonarismo nunca foi convidado pra nada, mesmo com toda a bajulação que sempre demonstrou aos Estados Unidos. Veja o caso ‘inglório’ de Eduardo Bolsonaro. Se humilhou, se ajoelhou, bajulou o político norte-americano, e recebeu apenas míseras ‘migalhas de atenção’.
Essa é a diferença: de um lado Lula, reconhecido internacionalmente como um líder capaz de promover a paz no mundo. Do outro lado, bajuladores sem relevância que juram e fazem continência à bandeira dos Estados Unidos.
O presidente Lula ainda não respondeu se aceita ou não o convite de Donald Trump, por pura prudência – aliás, esse assunto é tão complicado que vamos abordá-lo em um próximo comentário. Mas, em nossa opinião, Lula deveria aceitar. Pois participando in-loco é que o presidente brasileiro ficará ainda mais forte no terreno internacional. Mesmo com todas as dificuldades que o presidente norte-americano vem impondo para que os países entrem no seu Plano de Paz.
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Da Redação – Folha do Estado













