Clima ameno no verão deve contribuir para uma safra recorde de 7,8 mil toneladas
Região Sul do estado concentra 90% da produção, com destaque para os municípios de São João do Sul, Santa Rosa do Sul e Sombrio – Foto: Aires Mariga/Epagri
Os produtores catarinenses de pitaia se reúnem em Jacinto Machado nesta quinta-feira, 29 de janeiro, para a abertura oficial da colheita de 2026. A Epagri projeta safra recorde de 7,8 mil toneladas da fruta, um crescimento de 20% em relação ao ano passado. O ato foi realizado às 10 horas durante o Campo Agroacelerador, evento promovido pela Cooperja. Os participantes não precisaram se inscrever.
Grande parte da colheita se concentra de janeiro a maio, mas com a introdução de novas variedades, a safra se estende até o inverno. O engenheiro agrônomo Eusébio Pasini Tonetto, líder do Programa Fruticultura da Epagri no Sul catarinense, explica que a expectativa é de aumento da produtividade e melhoria na qualidade da fruta.
– Tivemos um clima um pouco mais ameno nos últimos meses, dezembro foi um pouco mais frio e janeiro também tem apresentado sol e calor menos intenso, o que beneficia as primeiras floradas. Somado a isso, temos novas áreas entrando em produção e novas tecnologias sendo implementadas – afirma Tonetto.
PRODUÇÃO CRESCENTE
A produção de pitaia tem crescido significativamente no estado. Em 2024, foram 5 mil toneladas e, no ano passado, R$ 6,5 mil toneladas. Segundo Tonetto, os produtores têm ampliado seus pomares, principalmente com sistemas de adensamento orientados pela Epagri. Além disso, há novas famílias de agricultores aderindo ao cultivo.
O último levantamento da Epagri, publicado em 2022, registrou 300 hectares de pomares de pitaia. “Um novo mapeamento deve ser feito neste ano e acredito que possamos chegar a 400 hectares”, estima Tonetto. Atualmente, 90% da produção de pitaia está na região Sul do estado, com destaque para os municípios de São João do Sul, Santa Rosa do Sul e Sombrio.
A consolidação do cultivo da fruta é recente em Santa Catarina, em torno do ano de 2010. Muitos pomares foram introduzidos em substituição à cultura do fumo. “Naquela época, uma família de Turvo começou a produzir e disponibilizar mudas, popularizando o cultivo. A Epagri passou a produzir material técnico e auxiliar os produtores, levando políticas públicas, especialmente crédito para quem tinha interesse em investir, além de orientações técnicas. Para este ano, estamos planejando uma sequência de capacitação para que o nosso conhecimento chegue ao campo, beneficiando ainda mais o cultivo da pitaia”, adianta Tonetto.
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Por Acom/Epagri













