Método é capaz de dobrar produção de soja mesmo com a falta de chuva; saiba como

Método inédito de raiz profunda garante 135,49 sacas por hectares em lavoura sem irrigação; técnica criada pela equipe do consultor Leandro Barcelos dobrou média nacional em desafio do CESB

A fazenda Santa Bárbara, em Canoinhas (SC), conquistou o título de Campeã Nacional de Máxima Produtividade da Soja, safra 2024/25. A propriedade pertence ao grupo Agro Mallon, do produtor rural Charles Adriano Breda, e colheu 135,49 sacas por hectare em lavoura de sequeiro, sem irrigação. Os dados foram confirmados pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), responsável pelo desafio de produtividade.

“Esse prêmio reconhece todo o investimento que a Agro Mallon tem feito no solo, na sustentabilidade e na preservação de nascentes”, afirmou Breda.

O resultado foi obtido após o acompanhamento técnico online do engenheiro agrônomo e consultor Leandro Barcelos, que usou a metodologia da combinação entre práticas agronômicas focadas na saúde do solo e o fortalecimento do sistema radicular da planta. Barcelos foi também eleito campeão entre os consultores da categoria sequeiro.

O engenheiro explica que a propriedade enfrentou um veranico durante o ciclo da cultura, o que torna o desempenho ainda mais expressivo. Barcelos esclarece que a estratégia de manejo aplicada na área premiada se baseia na construção de um sistema radicular com raízes mais profundas e saudáveis, assim, a soja consegue acessar água abaixo da camada superficial do solo, mesmo no veranico, além de aproveitar melhor os nutrientes disponíveis. “Quando a planta está com a raiz bem feita, ela não sofre com a falta de chuva. A água tá no solo, só precisa saber buscar”, afirma o consultor.

De acordo com dados do CESB, a média nacional de produtividade da soja está em torno de 64 sacas por hectare, mas em muitas propriedades onde a metodologia de Barcelos é aplicada, em todas as 5 regiões do Brasil, os resultados superam consistentemente a marca de 100 sacas por hectare, mesmo sem irrigação.

Em muitos casos, o principal limitante ainda é o impacto da escassez de chuva durante o desenvolvimento da cultura, situação enfrentada também pela fazenda campeã. A lavoura em Canoinhas mostra que há alternativas técnicas viáveis para mitigar os efeitos do veranico, sem depender exclusivamente de irrigação ou condições climáticas ideais.

“A gente tem que entender o solo, implantar bem a cultura e trabalhar a planta na fisiologia e na nutrição. É o conjunto que faz a diferença. Sozinho, nenhum fator resolve”, orienta Leandro Barcelos.

Além do desempenho produtivo, o CESB também avalia critérios agronômicos, ambientais e de consistência das informações, o que confere credibilidade ao desafio. A metodologia utilizada por Leandro Barcelos é ensinada em treinamentos e mentorias online da edtech A Raiz da Solução e já é aplicada em todo o Brasil, com variações adaptadas ao clima, ao tipo de solo e à estrutura de cada propriedade. “Essa é a metodologia que mais tem resultado no mundo quando se fala em colher acima de 100 sc/ha. Já aplicamos esses manejos no Sul, no Centro-Oeste, Sudeste e até no Norte e Nordeste do Brasil. Cada região tem seu desafio, mas o fundamento é o mesmo: onde tem manejo bem feito, dá pra superar os 100 sacos por hectare com alta lucratividade”, conclui o consultor.

Como funciona a metodologia

O método “A Raiz da Solução”, desenvolvido pelos engenheiros agrônomos Leandro Barcelos, Matheus Barbasso e João Vitor Souza, é uma estratégia de manejo com foco em fortalecer o sistema radicular da soja e aumentar a produtividade mesmo em condições climáticas adversas.

Segundo Barcelos, a proposta parte da compreensão de que a raiz é a principal via de acesso da planta à água e aos nutrientes e que, em períodos de condições climáticas adversas, como o veranico, é a profundidade e a funcionalidade do sistema radicular que determinam o desempenho da lavoura. “Para isso, o método organiza o manejo agronômico em quatro pilares interdependentes: Solo, Implantação, Planta e Ambiente (S.I.P.A), que são analisados e trabalhados em conjunto”, explica Leandro.

No pilar do solo, o foco é na correção física, química e biológica — com atenção à descompactação, equilíbrio de nutrientes e estímulo à vida microbiana. Na implantação, o método orienta práticas como o manejo da palhada, sementes vigorosas e qualidade do plantio. A planta é acompanhada em sua fisiologia, nutrição e resposta a estresses, enquanto o ambiente é considerado para otimizar o aproveitamento do clima e minimizar perdas. O diferencial está na integração prática desses elementos, com linguagem acessível e foco na realidade da lavoura, o que permite replicar o método em diferentes regiões do Brasil e superar os 100 sacos por hectare nas colheitas, com alta lucratividade.

 

Por Jhasper Comunicação
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