O primeiro passo da experiência é experimentar

Seja em um presskit luxuoso enviado por uma grande marca para influenciadores, em um test-drive oferecido por uma concessionária ou em um pequeno pote de brigadeiro entregue por um microempreendedor no bairro: a lógica é a mesma. O primeiro passo da experiência é experimentar. E é por isso que brindes, amostras e permutas são estratégias recorrentes em ações de posicionamento – não apenas de marcas iniciantes, mas também de negócios consolidados.

Oferecer algo gratuitamente ou com custo simbólico é uma forma de gerar aproximação. De despertar a curiosidade, criar vínculo e abrir espaço para que o público conheça o valor do que está sendo oferecido. Em um mercado saturado de promessas, experimentar é o que faz o discurso se tornar concreto. Não à toa, tantas marcas constroem sua reputação a partir da experiência real com seus produtos e serviços.

Mas nem toda ação nesse sentido gera resultado. O que diferencia uma amostra estratégica de uma simples distribuição de brindes? O planejamento. A estratégia. O alinhamento. Um presente bem entregue, com propósito e intenção, pode ser muito mais poderoso do que uma grande campanha. Já uma ação mal executada pode fazer a marca parecer perdida, amadora ou até desvalorizada.

Essa é uma reflexão importante tanto para marcas que estão construindo seu posicionamento, quanto para aquelas que já possuem uma reputação consolidada. Vale a pena se perguntar: Esse brinde ou amostra está chegando às pessoas certas? Existe uma expectativa clara sobre o que se espera em troca (compra, divulgação, recomendação)? A entrega representa, de fato, o que a marca quer comunicar sobre si?

No caso das permutas com influenciadores ou parceiros de divulgação, o cuidado deve ser ainda maior. Existe, sim, uma troca – e ela precisa ser justa e acordada. De um lado, a marca entrega um produto ou serviço. Do outro, espera-se que a pessoa influencie positivamente sua audiência. Mas isso só acontece com naturalidade e verdade quando há identificação mútua, briefing claro e uma boa negociação.

É papel da marca conduzir esse processo com profissionalismo. Isso inclui alinhar expectativas, formalizar a parceria (mesmo que seja em um modelo mais simples) e garantir que a entrega esteja conectada à essência do negócio. O objetivo não deve ser apenas “aparecer mais”, mas sim construir uma imagem sólida e coerente.

Oferecer algo gratuitamente não desvaloriza a marca – desde que essa entrega seja feita com estratégia e intenção. A experiência pode, sim, começar com uma amostra, mas precisa se desdobrar em conexão, percepção de valor e desejo de continuidade. Afinal, experimentou, gostou… e agora quer mais.

 

Por Petúnya Rébuli
Coluna Klug em Foco

 

Redação
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