Parkinson: 5 orientações que ajudam a retardar a evolução da doença

Diagnóstico precoce, estimulação cognitiva e apoio familiar estão entre as práticas que fazem diferença no dia a dia do paciente, segundo especialista da NeuronUP

 

O Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente no mundo, ficando atrás apenas do Alzheimer. Sua incidência cresce a cada ano com o envelhecimento populacional. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enfermidade afeta cerca de 1% das pessoas acima de 60 anos e 4% da população acima de 80 anos, sendo mais comum em homens. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, há cerca de 200 mil pessoas convivendo com a condição. No mundo, os casos já ultrapassam 8,5 milhões, de acordo com a Revista Científica The BMJ. 

A condição voltou a ganhar a atenção da mídia após o falecimento do cantor britânico Ozzy Osbourne, diagnosticado com Parkinson em 2020. Casos como do músico reforçam a importância do diagnóstico precoce e da adoção de estratégias que ajudem a retardar a progressão dos sintomas e preservar a autonomia. Visando auxiliar as pessoas a identificarem a doença neurodegenerativa, a neuropsicóloga da NeuronUP, Martha Valeria Medina Rivera, lista os principais primeiros sinais. “É importante que as pessoas compreendam que os sintomas do Parkinson combinam sintomas não motores e motores que podem surgir precocemente. Entre os mais comuns estão: alterações do sono, perda do olfato, micrografia (letra cada vez menor) e problemas de bexiga ou intestino, como urgência urinária ou constipação. Também podem aparecer sintomas emocionais e fadiga persistente. Mais adiante, surgem os sintomas motores clássicos: tremor em repouso, lentidão de movimentos e rigidez muscular, que dificultam a mobilidade e as atividades do dia a dia”, explica.

Embora não haja uma cura para a enfermidade que vêm crescendo e mudando a rotina do paciente e suas famílias, Martha aponta que hábitos saudáveis e acompanhamento multidisciplinar podem fazer diferença significativa no dia a dia do paciente que está em tratamento ou apresentou os sinais iniciais. Com isso, a especialista reuniu cinco dicas essenciais para os pacientes. Confira: 

  • Fique atento aos primeiros sinais e busque ajuda médica o quanto antes 

É crucial que o paciente saiba reconhecer os sinais iniciais da doença, como por exemplo, alterações do sono, fadiga, sintomas emocionais, entre outros. “Após a percepção desses sintomas, é indicado que o paciente busque suporte médico para realizar o diagnóstico precocemente, permitindo assim, o início do tratamento para a doença em suas fases iniciais, quando há maior potencial de controlar os sintomas, preservar a autonomia e planejar estratégias de cuidado a longo prazo”, comenta. 

  • Invista em abordagens e tratamentos digitais que estimulem o cognitivo

O tratamento do Parkinson vai além da medicação, envolvendo acompanhamento neurológico, apoio psicológico, estimulação cognitiva e orientação contínua para lidar com os impactos físicos, emocionais e sociais da doença. “É crucial que o paciente realize atividades cognitivas que estimulem a neuroplasticidade, fortalecendo conexões cerebrais e que auxiliam a retardar o declínio de funções como atenção, memória e planejamento”, explica. 

  • Trabalhando na redução do estresse no dia a dia

O estresse pode acabar por intensificar os tremores, discinesias e bloqueios de marcha. “Estratégias de relaxamento, lazer, mindfulness – atenção plena – e apoio emocional podem ajudar a melhorar o controle dos sintomas e bem-estar no geral”, afirma. 

  • Faça acompanhamento neuropsicológico

É de grande importância para a evolução do tratamento que o paciente realize acompanhamento médico, já que o profissional irá propor estratégias práticas para o dia a dia que irá auxiliar no manejo da ansiedade, depressão e mudanças comportamentais associadas à doença. “Existem também tratamentos com medicamentos de liberação prolongada e a estimulação cerebral profunda (DBS), em casos específicos, representam avanços importantes no controle dos sintomas e na qualidade de vida”, explica a especialista.

  • Envolva familiares e cuidadores no tratamento 

“É crucial que os pacientes tenham apoio da família e amigos próximos já que favorece a adesão ao tratamento, reduzindo o isolamento e aumentando a confiança do paciente. O ideal é apoiar o paciente sem superproteção, incentivando a independência sempre que possível”, finaliza. 

Sobre a NeuronUP
Plataforma líder de neurorreabilitação projetada para atuar como suporte fundamental para profissionais envolvidos em processos de reabilitação e estimulação cognitiva. Com presença em mais de 75 países e utilizada por mais de 7 mil especialistas, possui sistema de monitorização e gestão de pacientes, que permite ajustar terapias em tempo real para mais de 200 mil usuários, melhorando os resultados e consolidando-se como a plataforma número um na Espanha e na América Latina.   

Redação
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Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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