Brasília: Gonet enterra denúncia contra Moraes

Procurador expõe “Lavajatismo Jornalístico” em Defesa das Instituições

Neste encerramento de 2025, Brasília foi palco de um dos embates mais significativos para a manutenção da ordem democrática e do respeito às instituições brasileiras. O Procurador-Geral da República (PGR), Dr. Paulo Gonet emitiu uma decisão que ressoa como um grito de sobriedade em meio ao ruído de narrativas políticas. Ao analisar um pedido de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, Gonet não apenas rejeitou a denúncia, mas desferiu críticas severas ao que chamou de uma atuação baseada em “noticiário jornalístico sem densidade suficiente”.

O CASO: UMA DENÚNCIA SEM LASTRO

A controvérsia teve início quando o advogado Enil Martins Murad, conhecido por atuar em casos de grande repercussão midiática, mas sem histórico de atuação nos tribunais superiores, protocolou uma representação contra o ministro Alexandre de Moraes. A base da denúncia? Recortes de matérias jornalísticas, especialmente colunas assinadas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A acusação tentava criminalizar contratos privados de advocacia firmados pelo escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com o Banco Master.

Em sua resposta, Paulo Gonet foi cirúrgico. Ele destacou que a denúncia carecia de indícios mínimos de ilegalidade e que não cabe à PGR ou ao STF interferir em negócios jurídicos privados entre particulares, resguardados pela autonomia da advocacia liberal. O procurador enfatizou que o aparato estatal não pode ser mobilizado para atender a interesses baseados puramente em especulações midiáticas que não apresentam provas concretas de tráfico de influência ou corrupção.

A FALÁCIA DO “LAVAJATISMO” MODERNO

O episódio levanta um debate urgente sobre o ressurgimento de métodos que remetem à Operação Lava Jato: a condenação antecipada via manchetes de jornal, sem a devida observância do processo legal. A análise dos dados revela a fragilidade da tese de “tráfico de influência”. Levantamentos realizados pela própria mídia mostram que o escritório de advocacia da esposa de Moraes perdeu 18 processos e venceu apenas 10 em tribunais superiores. Como argumentado, se houvesse uma influência indevida, os resultados seriam estatisticamente opostos.

A tentativa de isolar e “cancelar” a atuação profissional de familiares de magistrados é vista como um ataque direto à profissão da advocacia. É um padrão que busca atingir figuras específicas que foram fundamentais na contenção de tentativas de golpe de Estado em anos anteriores, como o próprio Alexandre de Moraes. O perigo, segundo analistas políticos, é a criação de um “lavajatismo” que agora permeia, tanto setores da direita quanto segmentos que se diziam progressistas, mas que hoje se unem em narrativas desestabilizadoras.

O CONTRASTE ENTRE A CRISE INSTITUCIONAL E O SUCESSO ECONÔMICO

Enquanto setores da velha mídia tentam vender a imagem de um país em crise institucional, os indicadores econômicos de dezembro de 2025 contam uma história bem diferente. O Brasil atingiu o chamado “pleno emprego técnico”, com uma taxa de desemprego recorde de 5,2%. São mais de 103 milhões de brasileiros trabalhando, com a carteira assinada atingindo a marca de 39 milhões de pessoas.

A renda média do trabalhador brasileiro chegou a R$ 3.574, superando os patamares de 2010. Este sucesso econômico parece ser, ironicamente, o combustível para o aumento dos ataques. A busca por instabilidade política serve, muitas vezes, para afugentar investimentos e sabotar a percepção de melhora na vida da população, focando o debate público em escândalos artificiais em vez de avanços reais como a discussão sobre a escala de trabalho 6×1 e a melhoria do poder de compra.

TOFFOLI E A RESPOSTA REPUBLICANA

Outro alvo recente das investidas jornalísticas foi o ministro Dias Toffoli. Acusações de conluio com a defesa do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foram amplamente divulgadas. No entanto, a resposta institucional foi pautada pela transparência e delegação de competência. Toffoli determinou que a Polícia Federal conduza uma acareação presencial entre os envolvidos.

Diferente de gestões passadas, onde havia interferência direta na Polícia Federal, o cenário atual mostra autonomia para os delegados. A delegada Janaína Palazo, chefe da delegacia de inquéritos especiais e responsável pelo pedido de prisão original de Vorcaro, terá total liberdade para conduzir os interrogatórios e decidir pela necessidade de confrontação direta. Essa postura afasta qualquer semelhança com métodos de juízes que “orientavam” investigações, garantindo que a verdade surja de processos legais e não de pressões externas.

NOTA DA REDAÇÃO

O posicionamento de Paulo Gonet marca um momento de resistência contra a instrumentalização do jornalismo para fins de perseguição política. Ao enterrar uma denúncia sem provas, a PGR reafirma que o Brasil possui instituições sólidas capazes de distinguir o que é fato jurídico do que é narrativa sensacionalista. O país encerra 2025 com o desafio de manter essa estabilidade, protegendo o crescimento econômico e impedindo que velhas práticas de “justiceirismo” voltem a assombrar a democracia brasileira. A mensagem é clara: para acusar, é preciso provar; para governar, é preciso estabilidade.

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Da Redação

Redação
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Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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