Após experiência traumática do TAC com o MP, aposta agora é em um modelo de concessão que permita a construção de 27 escolas em quatro anos

A conta não está fechando: Joinville cresce rápido demais e a estrutura pública, muitas vezes, não acompanha o seu ritmo. Um exemplo disso está no Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público para reduzir o déficit na educação infantil. A promessa era de 15 novos CEIs em dois anos. O prazo venceu em junho de 2025 com um cenário desanimador: com apenas uma unidade entregue.
Agora, sob um novo prazo (até junho de 2026), o status melhorou. Hoje, 13 obras estão prontas e outras duas pendentes – o CEI Jarivatuba e o Santa Catarina – têm promessa de conclusão no primeiro trimestre.
Ao que tudo indica a prefeitura “jogou a toalha” do modelo tradicional de obras diretas. A experiência traumática desse TAC parece ter empurrado o município para o modelo de concessão.
Atualmente, está aberta a consulta pública para a construção de 27 novas escolas. A meta é que a iniciativa privada entregue tudo em quatro anos. O novo modelo prevê que a empresa vencedora não apenas construa, mas opere serviços como: alimentação, limpeza, segurança e manutenção.
Para o cidadão, o modelo de gestão – se é PPP, concessão ou execução direta – importa menos do que o resultado final. Pois uma criança não pode esperar um ano “extra” por uma obra que já era para estar pronta. A vida das famílias não para. No fim do dia, o que se espera é que o dinheiro público se converta em atendimento de qualidade e em vagas garantidas.
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Texto: Leandro Ferreira




























