20 janeiro 2020 | Um policial militar do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) foi preso em flagrante em sua residência em Florianópolis, na tarde da última quarta-feira (15/01), durante uma operação de busca e apreensão.
A polícia encontrou 20 munições clandestinas e medicamentos de uso controlado. Ele é suspeito de posse de munição de uso permitido, posse de munição de uso restrito e peculato. Há indícios, segundo o Ministério Público, de que parte dessas munições teria sido desviada da própria corporação.
Na audiência de custódia, realizada na Vara de Direito Militar da comarca da Capital, na quinta-feira (16), o advogado de defesa pleiteou a imediata soltura do conduzido. “É um homem honrado que não vai fugir de suas responsabilidades”, garantiu. O representante do Ministério Público, por sua vez, pleiteou a conversão da prisão em flagrante em preventiva.
Depois das manifestações, o juiz Renato Mastella determinou o afastamento do policial do serviço operacional da Policial Militar, suspendeu seu porte de arma e o obrigou a comparecer mensalmente em juízo. “Embora grave a conduta”, anotou o magistrado na decisão, “não verifico a presença de elementos necessários para a decretação da prisão preventiva”.
Mastella explicou que o indiciado é primário, tem endereço fixo, não responde a qualquer outra ação e desde o ingresso na corporação, em 2013, ostenta apenas elogios em sua ficha funcional. “A soltura não tem o condão de implicar ameaça à ordem pública, tampouco inviabilizará a persecução penal ou a eventual aplicação da lei penal, de modo que a segregação é desnecessária”, concluiu. O processo seguirá os trâmites normais.