CULTURA: QUEM FOI JOHN WAYNE?

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O John Wayne que há em nós…

Na foto, cena do filme “Nos tempos das diligências”. Olá, todos vocês conhecem John Wayne, ou pelo menos sabem quem foi ele. Aquele sujeito “grandão” que trabalhou em muitos filmes americanos, especialmente em bang bang (faroeste). Sim, ele mesmo, John Wayne. Claro que esse não era seu verdadeiro nome de batismo – apesar de todo aquele tamanho (ele tinha mais de 1,90 de altura), seu verdadeiro nome era Marion Robert Morrison (que passou a John Wayne por causa do cinema). Poucos sabem também que ele foi campeão americano de futebol pela University of Southern Califórnia, e que ele também cantava nas horas de folga e até que era bom cantor.

John Wayne surgiu com destaque no cinema em 1930 eThe Big Trail, um faroeste dirigido por Raoul Walsh. Permaneceu por vários anos estrelando filmes classe B até consagrar-se no papel de Ringo Kid em Stagecoach (Traduzido em: “No tempo das Diligências”, aqui pra nós), clássico de 1939 de John Ford. A carreira de Wayne foi assim agraciada com esse divisor de águas inestimável que o lançou ao estrelato. Esse filme tornou-se a obra que definiu todas as principais características do faroeste norte-americano. A parceria entre Wayne e Ford continuou. Eles fizeram junto uma série de grandes sucessos e filmes inesquecíveis (foram vinte e dois no total), como Three Godfathers (Três Padrinhos) (1948), The Quiet Man (O Homem quieto) (1952), The Searchers (Os Pesquisadores) (1956), The Wings of Eagles (As Asas das Águias) (1957), The Horse Soldiers (Soldados a cavalo) (1959) e The Man Who Shot Liberty Valance (O homem que atirou em Liberty Valance)(1962), além da chamada trilogia sobre a Cavalaria norte-americana composta por Fort Apache (1948), She Wore a Yellow Ribbon (Ela usava uma fita amarela) (1949) e Rio Grande (1950). What´s upp? Você não sabe traduzir? Você não sabe o que significa? Se não se incomodar, eu traduzo: what´s upp quer dizer: E aí?

Como costumava dizer John Wayne, o premiado ator americano, coragem é estar apavorado e montar no cavalo mesmo assim! E para vencer o medo e montar no cavalo é preciso sair da zona de conforto e adentrar por terrenos desconhecidos, mas que podem ser muito produtivos e prósperos. É claro que isso é apenas uma metáfora (ou não, para ele…), mas quanto tempo nós perdemos por estarmos confinados nos porões escuros e nocivos do medo?

— Tenho pensado e falado muito com meus coachees – é assim que se chama um cliente de Coach – sobre coragem para fazer, mesmo com medo é preciso iniciativa para dar o primeiro passo, senão nunca chegaremos lá para influenciar positivamente as pessoas e, assim, facilitar o convívio pessoal e até os nossos processos profissionais — costumava dizer John.

MORTE PELO FUMO

Fumante inveterado desde a juventude, Wayne foi diagnosticado em 1964 com câncer de pulmão, tendo passado por uma cirurgia para remoção de todo o pulmão esquerdo, além de quatro costelas. Apesar dos esforços de seus agentes para evitar que ele tornasse a doença pública, o ator anunciou seu estado à imprensa e apelou para que a população fizesse mais exames preventivos. Cinco anos depois, determinou-se que ele estava livre da doença. Apesar da diminuição da capacidade pulmonar, pouco depois Wayne voltou a mascar tabaco e a fumar.  No final da década de 1970, Wayne se envolveu como voluntário nos estudos de uma vacina para a cura da doença que o assombrara anos antes. Contudo, veio a falecer em 11 de junho de 1979, aos setenta e dois anos de idade, em decorrência, justamente, de um câncer de estômago. Encontra-se sepultado no Pacific View Memorial Park, em Corona del MarCondado de Orange, na Califórnia.

Fica o exemplo de um homem de sucesso, muito amado pelo público que gosta de cinema, mas que, não sabendo se controlar em relação ao cigarro, acabou sendo vencido por ele. E apesar de suas conquistas, perdeu a guerra contra o fumo.

 

Redação
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Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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